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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Bicicletas dobráveis / desmontáveis de alto desempenho | High performance Foldable / Separable bikes!

Bicicletas dobráveis / desmontáveis de alto desempenho

Há pouco tropecei nesta suposta novidade do mundo ciclístico: uma dobrável de alto desempenho: a Vello Bike!



Imediatamente me lembrei que há quase 40 anos Sir Alex Moulton (das bicicletas Moulton: http://www.moultonbicycles.co.uk) já tinha criado uma bicicleta muito semelhante, de alta performance, em 1979. Não sei se essas edições já eram desmontáveis, mas sei que as mais recentes, deste século XXI, são.

Neste segundo vídeo (apenas um de entre tantos que estão disponíveis na internet) podemos ver como é eficiente a Moulton, ultrapassando o pelotão e distanciando-se deste!


ENG ---------------------------------------------------------------------------------------------------------

High performance Foldable / Separable bikes!

I recently stumbled on this supposedly novelty: a foldable high performance bike: the Vello bike!




I immediatelly recalled the Moulton high performance bikes Sir Alex Moulton has built since 1979 (http://www.moultonbicycles.co.uk)! I don't know if they always were separable or not, but for sure, the recent models are!

On this second video (among so many others on the internet), you can watch it in action, taking on the peloton and riding away!


quarta-feira, 1 de julho de 2015

C2C - Coast to Coast - um local para a aventura

Ora vamos lá a isto, esta é a minha primeira experiência a escrever num blog por isso por favor tenham paciência comigo. Ainda por cima, também já não escrevo um texto decente em português há uns bons anos pois emigrei para Inglaterra em 2011, antes do famigerado acordo ortográfico. Consequentemente, este texto está escrito em português pré acordo. Assim, as criancinhas/jovens que leiam isto podem ter dificuldades em seguir o texto.

O Bycycling2012blogspot pediu-me para descrever a experiência que é a Coast to Coast, (C2C para os locais que gostam de abreviar tudo). A C2C é provavelmente a rota ciclística mais conhecida do Reino Unido e como o nome indica é uma travessia costa a costa. Sendo uma ilha, há diversas travessias em vários pontos, mas esta é uma das favoritas por diversas razões que explico abaixo.



Mapa das ciclovias que compõem a C2C

Inglaterra é um país excelente para o ciclismo. Tem um sistema de ciclovias que faz inveja a qualquer país do mundo. Chamam-lhe National Cycle Network (NCN) e consiste numa rede de ciclovias que atravessa o pais de lés a lés providenciando aos ciclistas rotas com poucos ou nenhuns carros onde o foco é o ciclista (ver mais sobre a NCN em http://www.sustrans.org.uk/). A C2C aproveitou-se desta infrastrutura para desenhar a sua própria rota.


 Ciclovia à saída de St Bees – dá gosto ciclar assim!


A C2C para ciclistas foi criada em 1994 tendo sido inspirada por uma rota pedonal traçada por Alfred Wainwright em 1973. A rota original tinha 309 kms começando a Oeste em St Bees e acabando a Este em Robin Hood’s Bay enquanto que a rota ciclistica mais usada começa em Workington acabando em Tynemouth compreendendo 230 kms.  Diz a tradição que temos de levar um pequeno seixo connosco que depois depositamos na margem oposta.

 O pequeno calhau apanhado na praia de St Bees.

O pequeno calhau na praia de Robin Hood’s bay. 
(como cheguei numa maré baixa tive de caminhar uns bons 500 m 
para deixar a rocha mesmo em algo que se parecesse mar)

A C2C consegue acomodar diversos níveis de fitness sendo possível de fazê-la num dia (para os completos fanáticos), 2 dias para os razoavelmente em forma, 3 dias para o comum mortal apreciando as vistas e 4 ou mais dias para quem utiliza a rota como um roteiro gastronómico ou umas férias bem relaxadas.

A principal atracção da C2C reside no facto de passar pelas mais belas zonas de Inglaterra. Primeiro o Lake District, com uma beleza natural apenas ultrapassada na Escócia. Depois os North Pennines fazendo-nos pensar que afinal Inglaterra não é assim tão populada e exibindo uma extensão considerável de área quasi virgem.

Em termos logísticos fazer a C2C tem os seus desafios. Principalmente como chegar ao local de partida e como sair do local de chegada. Os famosos caminhos de ferro Ingleses não são os mais fáceis de combinar com a bicicleta por isso conseguir apanhar um comboio com uma bicicleta é mais um caso de sorte do que de bom planeamento e sabedoria. Não há pré-marcações e o comboio leva no máximo 2 bicicletas (independentemente do número de carruagens!).

Talvez melhor alternativa seja a de alugar um carro deixando-o no ponto de partida e depois fazer o mesmo á chegada. Infelizmente esta opção limita a escolha do local de partida e chegada. Dos pontos de partida apenas Workington tem empresas Rent-a–car.  Pode-se sempre ciclar daí até ao ponto de partida desejado e depois então começar a rota oficial. À chegada, em Tynemouth (junto a Newcastle) ou em Sunderland há várias empresas rent-a-cars por isso esta opção acaba por ser bastante prática para o regresso. As rent-a-cars em Inglaterra são relativamente baratas e por um dia de car rental com drop-off a 300 kms de distância do ponto de recolha cobram cerca de £50 (cerca de €70 à cotação actual).




Em relação à estadia a coisa é mais fácil. Existem inúmeros sítios para ficar e com excelentes condições para as pessoas e para as nossas queridas bicicletas. Aqui pode-se ficar desde hóteis de luxo a simplesmente acampar. Talvez o melhor compromisso sejam as pousadas que estão preparadas para os ciclistas com um nível de conforto bastante bom e sem o risco de que a chuva ou vento nos leve a tenda. Acreditem que independentemente da altura do ano em que escolherem fazer a C2C o mais provável é que chova, faz parte da experiência... Por isso acampar é uma opção que requer a devida consideração. Das duas vezes que fiz a C2C acampei na primeira vez e na segunda usei pousadas. Acampar é a opção mais barata com cerca de £5 a £8 por noite, mas são normalmente apenas quintas que decidiram abrir um dos campos para a malta montar a tenda. Ter duche e uma sanita só nos parques mais requintados. As pousadas custam entre £20 a £30 por noite... mas incluem pequeno almoço e o tão desejado duche!  





No caminho há algumas opções off-road para quem assim preferir… pois claro eu prefiro!
(aliás há uma rota inteiramente off-road mas engloba, nalgumas secções, carregar a bicicleta às costas. Eu sou todo por BTT, mas Btt-alpinismo não é bem para mim).



À saída de Alston após a subida mais dura da jornada

Não nos devemos esquecer de parar de vez em quando para beber um chá 
e apreciar a paisagem, afinal, a C2C é sobre a viagem, não sobre o destino

Sobre o caminho propriamente dito, é bastante acidentado com um total de 3300m de acumulado. Looking on the bright side, com belas subidas vêem belas vistas e aquela sensação de que o que sobe também tem de descer. Assim, um desafio interessante é o de como dividir o percurso de forma a equilibrar o acumulado. Fica a sugestão para o percurso feito em 3 dias:



Perfil topográfico 

Dia 1

Dia 2

Dia 3




1900 feet não é muito (não chega a 600 metros)… mas após 8 horas a ciclar 
com vento contra acreditem que parecia que estava a atravessar os pirinéus

Parte da ciclovia à saída de Keswick, uma estrutura em
 madeira que nos leva sobre o rio, delicioso

Um dos muitos pontos para aproveitar a vista,… e beber mais um 
cházinho que a maior parte das vezes calha mesmo
bem para nos aquecer mais um pouco

Como disse acima, o caminho é feito maioritariamente utilizando quer ciclovias exclusivas para bicicletas quer vias secundárias onde apenas tractores e alguns carros de pessoas locais passam. Coisa mais tranquila é difícil de encontrar. O maior tráfego que vão apanhar são ovelhas e vacas junto ás bermas da estrada a pastar. Isto soa mais a interior transmontano do que busy England mas é assim.

Também, ao contrário do que se pensa, os Ingleses são simpáticos! Onde quer que parem podem pedir água ou direcções a quem quiserem. Nesta parte mais relaxada do país todas as pessoas estão disponíveis para ajudar e eles adoram dois dedos de conversa com totais desconhecidos. Vocês podem é não perceber o que vos dizem... são precisos alguns anos de treino para perceber o sotaque de pessoas nesta região (quase Escócia) e quando chegarem a Newcastle...esqueçam, o Jordi accent é engraçado mas mais ou menos como Açoreano cerrado (desculpem-me os Açoreanos). Não é surpresa que a maioria das piadas inglesas incluem alguém de Newcastle (ou Birmigham) como o bobo da anedota. Tenham paciência pois é muito boa gente e mais cedo ou mais tarde lá percebereis o que vos dizem.

Bem, a título de conclusão, a C2C é uma excelente experiência. Oferece paisagens fantásticas com desafios interessantes. Se gostam de campo e de prados verdejantes então não há que enganar. O caminho é tão variado que fazê-lo em alturas diferentes do ano parecem diferentes caminhos. Quanto a mim… já estou a planear a próxima C2C, vai ser ainda este ano!

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Livro - "Changing Gears: A Family Odissey to the End of The World"

Sobre a Autora

Nancy Sathre-Vogel é, em primeiro lugar, uma mulher, em segundo lugar mãe (de gémeos), em terceiro lugar ex-professora de secundário e, em último lugar, e durante uns anos, cicloturista a tempo inteiro.

Faço esta hierarquização porque é esta a opinião com que fico depois de ler o seu livro "Changing Gears: A Family Odissey to the End of The World".

É também uma figura pública no cicloturismo, em grande parte devido ao extraordinário feito que relata no livro de que hoje vos falo.

Deixo-vos aqui algumas intervenções públicas de Nancy Sathre-Vogel.

Esta foi nas conferências Tedex



Esta foi num Ingnite


Sobre o Livro



Aquilo que eu gostei mais sobre o livro (que li em formato Kindle) foi a desmistificação do cicloturismo em família: uma família de 4 partiu do Alasca e terminou na Terra do Fogo, na Argentina. É, portanto, possível!

Ainda para mais, a família tinha dois gémeos que quando partiram tinham menos de 10 anos.

Perguntas como "como é que é possível suportar financeiramente a viagem?", "é preciso ser-se rico para poder fazer a viagem?", "onde dormiam?" e "o que comiam?" são respondidas de forma muito simples e despretenciosa.

Confesso que algumas preocupações (e orgulho ou admiração) de mãe são transpostas vezes demais para o livro. Mas isso é desculpável por ser perfeitamente compreensível: o que temos de mais precioso são os nossos filhos e é natural que numa aventura épica como a que a família Sathre-Vogel realizou nos deslumbre com a coragem dos nossos filhos e nos esmague com a preocupação de estarmos a fazer a escolha correcta ao partir num périplo como o deles.

Pensando melhor, lembrando-me de algumas peripécias que a Autora relata no livro (em que foi a intervenção benevolente de estranhos que os ajudou num momento de necessidade), talvez o que acabo de dizer não tenha sido justo: estar a escassos metros de um urso pardo adulto ou correr o risco de se acabar a comida ou a água numa autoestrada com centenas de quilómetros entre povoações pode ser realmente preocupante!

:)

Acho sinceramente que vale a pena a compra do livro e a leitura e penso que depois de o ler vão sentir que fazer cicloturismo em família, ainda que numa escala mais reduzida (em termos de tempo e distância), não só é possível, como cria laços tão profundos e puros entre pais e filhos (e entre os membros do casal) que se dirá que há um momento "antes do cicloturismo em família" e outro "depois do cicloturismo em família".

Como aperitivo da leitura do livro, deixo-vos aqui ainda mais dois vídeos, precisamente da viagem que é relatada no livro.



Boas leituras!


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Bikepacking / cicloturismo

Há 15 dias fui acampar com dois amigos à Serra do Montejunto.


Para além de ter sido muitíssimo divertido, serviu também para testar variadas opções antes de me lançar na experiência do cicloturismo com toda a família.

Aquilo que mais confusão me fazia era acampar sem ser em parque de campismo; a experiência foi espectacular; a quietude é, para mim, um dom! E neste conceito de viagem, há verdadeiramente uma ligação com a natureza, que nos deixa simultaneamente despertos e tranquilos.

A tenda QuickHiker iii da Quechua provou, quanto a mim, muito bem!

Éramos 3 adultos e houve espaço para todos sem apertos. Quanto à temperatura, a ventilação da tenda foi muito boa. Três lições aprendidas: um colchão insuflável vale o seu peso em ouro; o calor do início da noite é sempre seguido do frio da noite profunda; e há que tomar muita atenção ao solo onde se coloca a tenda.


Quanto à primeira lição aprendida, um colchão insuflável é mais leve do que um colchão tradicional e ao ser alto, acaba por "alisar" o chão onde se dorme. Tenho de ver se consigo arranjar algum cá para a nossa casa.


Quanto à segunda lição aprendida, no início da noite soube-nos muito bem abrir os ventiladores na parte de cima da tenda, mas durante a noite essa ventilação extra tornou a noite muito fria para os meus companheiros que tinham um saco-cama mais frio do que o meu (a temperatura de conforto deles era de 15.º C, com a mínima de 10.ºC, enquanto que o meu era 6.º C abaixo), a noite foi mais fresca do que eles gostariam (se tiverem interesse em perceber estas questões das temperaturas, saibam que existe uma norma europeia sobre o assunto, a EN 13537; podem também ler esta mensagem num outro blog) . Devíamos ter fechado os ventiladores!



Quanto à terceira lição aprendida, digo apenas que, apesar do local onde dormimos ter sido muito almofadado pela vegetação, o solo era irregular numa parte em que estávamos... Mais precisamente, na zona dos meus ombros e costas. Lição aprendida: vale a pena mudar ligeiramente o local da tenda para ficarem todos num bom local para dormir.


Outra coisa que me intrigava era cozinhar ou preparar comida. Não preparámos muita comida por nós , pois encontrámos vários cafés, uma padaria e um minimercado pelo caminho que nos foram vendendo o que precisávamos.


O nosso almoço foi numa vinha! Saímos da estrada quando sentimos que era altura de almoçar e utilizámos o caminho agrícola que servia os campos. Depois foi procurar um local mais ou menos plano para comer. Para não ficarmos molhados, estendi a tela de colocar por baixo da tenda e sentámo-nos os três a apreciar a comida com uma vista da Serra do Montejunto.



À noite o Gonçalo mostrou-nos como se podia cozinhar com um fogão a álcool. Na verdade, o Gonçalo tinha preparado um IKEA HOBO STOVE a álcool onde nos preparou um chá quentinho, que soube lindamente! Obrigado, Gonçalo!

O fogão é bastante rápido a aquecer, sendo uma boa alternativa para um forno a gás. Transporta-se o álcool numa pequena garrafinha de 20 cl,e as várias peças do forno cabem dentro do forno.

Como se faz o forno?

Utiliza-se um escorredor do IKEA destes:

ORDNING Escorredor de talheres IKEA

Depois, com a boca do escorredor (a parte aberta) virada para cima, recorta-se uma parte lateral junto à base para se ter uma abertura por onde colocar a lenha ou o forno a álcool.

As canecas, panelas ou outros utensílios são colocados pela dita boca e assentes nela (se o seu diâmetro for superior ao do escorredor) ou assentes numa plataforma intermédia (se o seu diâmetro for pequeno demais para ficar   assente no escorredor) que é constituída por duas espias de tenda que atravessam o escorredor à mesma altura, mantendo a caneca próxima da fonte de calor. Engenhoso e prático!

Se quiserem uma descrição mais pormenorizada, podem ver aqui.

Quer isto dizer que resolvi uma série de pequenos receios (do desconhecido) que tinha e que a leitura de livros e blogs ainda não tinha conseguido eliminar.

É caso para dizer que não há como tentar para aprender!

Aqui vos deixo umas fotos e um mini vídeo da nossa micro aventura.

A calma de um passeio de bicicleta que um passeio de automóvel ou moto raramente nos oferece.
Houve tempo para apreciar estas vistas. Pena é ter levado o telemóvel e não a máquina fotográfica!!
Mais uma lição aprendida!




Um acidente de percurso... o espigão estalou e tivemos de encontrar uma solução para o problema
Já no topo de Montejunto



Um falcão peregrino passou por nós sorrateiramente e depois fio pousar ali adiante!










quarta-feira, 18 de junho de 2014

De bicicleta para o trabalho - para um lado de carro, para o outro de bicicleta; no dia seguinte, ao contrário

Como já tinha partilhado convosco há uns tempos, queria começar, e já comecei a vir mais vezes para o trabalho (ou a ir para casa) de bicicleta.

A minha ideia inicial foi a de experimentar a Surly Big Dummy do meu amigo Bruno que tem um kit Bionx, mas surgiu uma complicação (felizmente antes de ele ma emprestar) com o carregador.

Não posso, pois, contar com ela nos próximos tempos.

Então o que fiz foi: segunda de manhã trouxe a bicicleta de estrada (com pneus à prova de furo) e o equipamento no carro para o escritório e ontem à tarde fui de bicicleta para casa. Na terça de manhã fui de bicicleta para o escritório.

 Os pneus em causa são Schwalbe Marathon Plus com 25mm de largura (700 X 25C)

 Outra foto do mesmo pneu

Na minha opinião, estes pneus são um verdadeiro salto tecnológico no que toca a pneumáticos para viagens utilitárias ou de cicloturismo. Para além de uma carcaça bastante resistente, têm uma camada central de um composto que é à prova de furo.

Imagem do próprio site  da Schwalbe

Lá em casa temos várias bicicletas com pneus da Schwalbe (uns Big Apple na dobrável, uns Marathon de 26" na eléctrica, um Marathon Plus MTB na roda da frente da Xtracycle) e nunca tivemos qualquer furo em qualquer um deles. E cada um deles tem mais de 1.000 kms, uns em estradas com vidros, outros por terra batida com espinhos, etc.

Espero que estes também não me deixem ficar mal, pois eu não planeio andar com qualquer pneu ou câmara de ar suplente...

Este vídeo que aqui partilho é da própria marca, e passa por demonstrar que nem com um (nem 10) pionés, nem com vidros espalhados pelo chão eles se furam!


Haverá, certamente, quem já tenha furado pneus desta linha, mas eu nunca furei nenhum destes (já furei, infelizmente, muitos dos outros mais levezinhos), nem mesmo quando começam a ficar com o rasto mais gasto.

O reverso da medalha é que, como são pneus mais pesados, não rolam com a mesma facilidade dos outros mais leves (ou será da minha forma física estar muito em baixo?).



segunda-feira, 16 de junho de 2014

Barraqueiro Oeste - Óptimo serviço para os Clientes e mau na estrada para os restantes utilizadores? - PTE 2

Reportei-vos, na minha anterior mensagem, uma situação desagradável que me ocorreu, tendo ficado de vos actualizar relativamente à queixa que apresentei junto da empresa em causa.

Poucas horas após a queixa no website da empresa, recebi a seguinte resposta:

"Exmo Sr. Bruno ****

Informados que iremos averiguar a situação e proceder ás devidas providencias, para que situações semelhantes não se repitam.

Atentamente,
[Assinatura]"

Devo dizer que a rapidez da resposta foi boa. No entanto, o conteúdo da mesma foi um pouco vago.

Há, pelo menos, o reconhecimento por parte da empresa de que o comportamento como o que eu descrevi não se pode repetir, e a promessa de que irão proceder a averiguações para tomar medidas concretas sobre o assunto.

Enviei hoje novo e-mail a perguntar quais as medidas concretas tomadas.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Barraqueiro Oeste - Óptimo serviço para os Clientes e mau na estrada para os restantes utilizadores?

Aqueles que me conhecem sabem que eu não sou uma pessoa nada belicosa. Não gosto de conflitos.

O que hoje partilho convosco não é propriamente belicoso, mas é um pouco tenso: no outro dia, num passeio ao fim da tarde, um autocarro da empresa que eu utilizo e de que já fiz aqui  e aqui boa (justa) publicidade. O pior é que quando confrontei o condutor pela manobra perigosa ele teve uma atitude verdadeiramente desagradável.

Achei que valia a pena pugnar por uma melhor condução por parte dos condutores profissionais da Barraqueiro Oeste. Este foi o e-mail que eu enviei para a empresa em causa, através do respectivo website.

"Exmos.Srs.,
 
No dia 4 de Junho, cerca das 18:15, eu e a minha mulher seguíamos de bicicleta em Torres Vedras, na estrada nacional 8 (tendo entrado na Cidade pelo Catefica, e tendo já passado a rotunda que dá acesso à variante; no caminho da Directa Lisboa-Torres é a rotunda imediatamente anterior à paragem da Fundição), quando passou por nós a vossa viatura de matrícula 13-**-31. 
 
O referido autocarro ultrapassou-nos num local em que havia traço contínuo, sem abrandar a sua marcha e sem respeitar minimamente a distância regulamentar de segurança de 1,5 metros. Na verdade, o autocarro terá passado, no máximo a meio metro de ambos os velocípedes, a uma velocidade francamente superior a 50km/h (a qual, como é sabido de todos, corresponde ao limite de velocidade nas povoações). Para além disso, não passou totalmente para a via de trânsito à esquerda daquela em que nós circulávamos.
 
Tal condução violou, de uma só vez, uma série de regras, mas, para além disso, causou intenso perigo para nós, que com a deslocação do ar, com o ruído da passagem do autocarro e com a razia que nos foi feita, por pouco não caíamos ao chão.
 
Além de não ter respeitado a distância de segurança à ultrapassagem dos dois velocípedes, nem ter abrandado a marcha, nem ter passado completamente para a via de trânsito adjacente, tal como explícito nos Art.º 18 e Art.º 38, quando na paragem da Fundição lhe dissemos que tinha feito uma ultrapassagem perigosíssima, a única resposta que obtivemos foi "E eu não vi?!". 
 
Tendo-lhe referido que não cumprira a distância de segurança, que nos tinha assustado imenso com a sua condução e que, obviamente, atendendo à velocidade que trazia, nós não o tínhamos visto antes da referida ultrapassagem (apesar de ambos os velocípedes estarem equipados com espelhos retrovisores), novamente obtivemos uma resposta, no mínimo, mal educada: "Ah! Isso é outra coisa! Isso é outra coisa!". Como que não quisesse ser incomodado com a realidade impertinente.
 
Como seguramente saberão, as infracções praticadas são graves e são uma das principais causas de acidentes entre automóveis e velocípedes.
 
Tanto eu como a minha mulher somos utilizadores frequentes da vossa empresa há décadas, precisamente no percurso de Torres-Lisboa. Temos, em geral, uma opinião muito positiva do serviço prestado.
 
Por essa razão, foi com enorme desagrado que em vez de um pedido de desculpas pelo erro (pela infracção) cometido recebemos uma espécie de atirar de culpas para nós próprios, por estarmos a ocupar indevidamente a via.
 
Assim sendo, venho solicitar que a Barraqueiro Oeste, para além de exigir um maior civismo e educação da parte dos seus condutores - maxime, do condutor em causa -, os informe devidamente das alterações ao Código da Estrada que entraram em vigor a 1 de Janeiro de 2014, e os instrua de forma não se repetirem as infracções ocorridas, eventualmente com consequências trágicas para os envolvidos.
 
Agradeço que me informem atempadamente das medidas tomadas, afim de prevenir mais incidentes do género.
 
Atentamente,
 
Bruno ***"

Logo que tenha uma resposta da empresa partilhá-la-ei aqui.

Boas pedaladas.



PS: Se tiverem interesse, podem ver os meus vídeos no youtube aqui.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Utilização do automóvel / autocarro em conjunto com a bicicleta

Nos últimos tempos tem-me sido totalmente impossível actualizar o blog e, mesmo, utilizar a bicicleta no dia-a-dia.

A rotina do trabalho tornou-se de tal maneira absorvente, com horários tão imprevisíveis, que me vi forçado a andar com o carro da família para conseguir estar mais tempo no trabalho... e menos tempo no caminho...

No entanto, isto fez com que eu ganhasse uns bons 4 kg!

Vou tentar algo que já li em muitos blogs de internet, mas que não é muito utilizado entre nós (em Portugal): fazer o que é por vezes chamado de hybrid commute.

Consiste em fazer umas viagens de carro/autocarro e outras de bicicleta (é preciso ter presente que são 52 km para cada lado que não são assim muito planos...).

A semana seria, então, dividida da seguinte forma: na segunda-feira de manhã levo o carro, com a bicicleta em cima e com roupas de ciclismo e de trabalho, as primeiras para regressar a casa nesse dia de bicicleta e as segundas para vestir na terça-feira depois de chegar ao escritório de bicicleta de manhã; na terça-feira à tarde volto de carro para casa, utilizando também o carro na quarta-feira de manhã para ir para o trabalho. Aplica-se a mesma lógica até ao fim da semana.

Como me sinto em baixo de forma, sei que será difícil fazer as viagens, pelo que vou experimentar fazer a viagem com uma bicicleta com assistência eléctrica (que não é minha): uma Surly Big Dummy electrificada com um dos melhores kits de assistência eléctrica do mercado, o BionX!

Como alguns de vós já saberão, cá em casa já temos um kit desses na bicicleta da minha mulher, que usa para ir buscar os miúdos à escola, com o atrelado.

A bicicleta da minha mulher, com assistência eléctrica e com o atrelado
Croozer  Kid 2 que utilizamos para substituir o segundo carro (que não temos).
Uma criança no atrelado e outra no Weehoo iGo Pro.

Mas a bicicleta dela é demasiado pequena para mim e continua a ser necessária para ir buscar as crianças, por isso irei experimentar uma bicicleta mais ao meu tamanho.

Como podem ver aqui, eu já fiz a viagem de bicicleta uma vez. Demorei cerca de 1h50m, com uma média de 27.7km/h, mas foi com uma bicicleta de estrada, que é bem mais eficiente do que uma bicicleta de carga.
O vídeo está publicado no youtube, aqui.

Sei que a comparação não é exactamente científica, mas estou curioso para saber até que ponto é que a assistência eléctrica facilita.

Será que consigo fazer o percurso mais rápido com esta eléctrica?
Sentir-me-ei igualmente cansado?
Qual será a sensação geral da viagem? Veremos.

Conto fazer a viagem durante a próxima semana e conto publicar uma mensagem comparativa.


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Xtracycle fun

Quem não se lembra de andar de bicicleta com um irmão ou amigo atrás na sua bicicleta?

Desde que tenho a o kit Xtracycle que a minha bicicleta ficou mais divertida; para mim e para os outros! 

Esta é a actual configuração da minha Xtracycle. O selim da Brooks (que está na dobrável) 
voltará a fazer parte deste conjunto, pois o conforto da suspensão dianteira, aliado à grande distância entre eixos e ao selim com molas fazem com que sinta que estou a planar em vez de andar de bicicleta!

Os Wide loaders (as plataformas em baixo) acrescentam algum peso ao conjunto, mas permitem que os passageiros habituais subam para o banco com muito mais facilidade. É como se tivessem um degrau intermédio para subir.

 O assento teve de ser bastante baixado, pelo que o guiador de apoio para o 
pendura acabou por ficar um pouco baixo de mais.

No nosso caso, esta Xtracycle e um kit Bionx para a da minha mulher, com o atrelado da Croozer, substituiram a necessidade de um segundo carro.

Bicicleta de passeio com o kit BionX e com um atrelado 
Croozer Kids 2 (para duas crianças).

Nesta festa de anos, decidimos ir de bicicleta os 4 em vez de irmos de carro. Assim que lá chegámos, as bicicletas não tiveram muito descanso...

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Exemplo ou moda? Um thumbs up para a empresa Barraqueiro Oeste!

Há dias em que me sinto particularmente motivado por ver que, de facto, o (meu?) exemplo ter facilitado a opção de outras pessoas pela utilização diária da bicicleta.

Há dois anos e meio, quando comecei a trazer regularmente a bicicleta no autocarro (fazendo pleno uso da intermodalidade) os motoristas dos autocarros nem sabiam muito bem o que fazer : cobrariam alguma taxa pelo transporte da bicicleta? Poderia levá-la sempre comigo? Ainda tive de perder algum tempo com alguns deles para lhes explicar o meu ponto de vista e, pouco a pouco, começaram todos a conhecer-me e, inclusivamente, a facilitar o transporte da bicicleta no autocarro (primeiro uma bicicleta de montanha e depois a dobrável).

Algum tempo depois, em Fevereiro de 2010, a administração da empresa emitiu um comunicado, que aqui vos deixo, que permitia o transporte gratuito das bicicletas.

Hoje conheço pelo menos mais 3 pessoas que levam a bicicleta diariamente para Lisboa na mesma linha do autocarro!

Neste momento, para os condutores dos autocarros e (quero acreditar) para os restantes passageiros já não há qualquer diferença entre uma pessoa que leve um troley, uma mala de viagem ou uma bicicleta. Não há, pois, qualquer discriminação, nem na regulamentação da empresa nem nos olhos dos outros passageiros. 

E é assim que deve ser!

Um passeio de bicicleta pela serra do Gerês

Esta mensagem vem com alguns meses de atraso, mas agora que está frio, sabe mesmo bem ler sobre o tempo quente de que já usufruímos.

No mês de Julho tive a oportunidade de passar umas merecidas mini-férias, num parque de campismo que aconselho vivamente: Ermida Gerês Camping.

Aconselho, não só porque o Carlos, que é o dono do parque, é uma pessoa extraordinária, como também pela calma e cordialidade que impera no parque e pelo extremo asseio em que todas as partes do parque tinham!

O conceito é bem engraçado, pois em vez de concentrarem no parque de campismo o minimercado e o restaurante, o Carlos optou por tornar o parque num polo de desenvolvimento da Aldeia da Ermida: a uma distância curta (walking distance) temos minimercado, café/pastelaria, restaurante, passeios equestres e rotas de caminhada!

Cada um daqueles negócios pertence a uma outra pessoa ou família da Ermida. A ideia é fantástica e resultou muito bem, pois todas as pessoas que nós conhecemos achavam importante agradar e receber correcta e agradavelmente os clientes. Tratou-se de um verdadeiro exemplo de hospitalidade como raramente temos oportunidade de sentir.

Para além do passeio de bicicleta que partilho no vídeo, conseguimos todos andar a cavalo (uma estreia para mim) durante cerca de 45 minutos e fizemos uma parte da rota de caminhada a pé (cerca de 4,5 km a subir) desde a Ermida até às Cascatas do Arade! Isto foi o Minho no seu melhor.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Um teste para os dias de greve geral?

Há uns dias vim para o trabalho de bicicleta. Foram cerca de 52 km em um pouco menos de duas horas.

Considerando que há partes do percurso em que não se pode andar livremente e que ainda me esperava um dia inteiro de trabalho, acho que consegui um bom equilíbrio entre rapidez e esforço. A média do GPS foi de 27,7 km/h, se não estou equivocado.



Para não aborrecer ninguém, editei o vídeo para oito vezes mais rápido e ficou tudo compactado em cerca de 15 minutos.

Alguém se quer juntar a mim para uma próxima ida para Lisboa de bicicleta?

terça-feira, 9 de julho de 2013

Algumas fotos da Vitus 979 montada pela Montico

Na sequência da minha anterior mensagem, a qual tinha bastante texto mas apenas duas fotografias da Vitus 979, incluo aqui mais umas quantas tiradas há pouco, com um telemóvel já antigo (o que explica a parca definição das fotos).
O quadro em alumínio é extremamente leve. 
Os pedais não são de estrada... São uns Eggbeater1 de montanha (é quase um sacrilégio, eu sei; 
mas são bastante leves e eu já os tinha).

 O travão da frente não é o que vinha com a bicicleta, 
porque a esse faltava-lhe alguma mordacidade.

 Uma perspectiva mais afastada, para se poder ver o aspecto geral.

 Este parafuso de aperto do espigão é um dos traços distintivos 
desta versão (MKII) em relação à primeira e original (MKI).

O autocolante original que identificava os componentes de topo de gama (da altura), 
a versão 600 EX da Shimano, que equipam esta Vitus 979.

 Mantive o movimento pedaleiro, e os pratos (52-42) Shimano 600 EX.

 O autocolante Vitus 979 Duralinox original.


 Mantive o travão traseiro original; os autocolantes da Montico, 
que terá feito a montagem inicial da bicicleta.
O pneu já precisa de ser mudado, acho eu...

O selim não é original... Foi aquele que comprei usado 
ao meu amigo Luís Durão.