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terça-feira, 28 de novembro de 2017
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
Easily doing 68 km/h on a bike?
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quinta-feira, 30 de março de 2017
Um dia de treino que foi tão bom como um fantástico passeio!
O título do post diz tudo. :)
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quarta-feira, 22 de março de 2017
Livro "Barring Mechanicals - from London to Edinburgh and Back, on a Recumbent Bicycle"
Imagine que gosta
muito de andar de bicicleta… que essa bicicleta é reclinada… e que quer andar até não poder mais!
Fotografia constante do website da Challenge Bikes,
relativa à Challenge Furai SL-II
1. O Autor
Andy Allsopp é um ciclista que partilhou
connosco o desafio que decidiu enfrentar: o Londres – Edimburgo – Londres (1.433
km).
Trata-se de um desafio extremo (realizar
aquela distância em autonomia, i. e.,
sem um carro de apoio ou qualquer equipa que auxilie o ciclista, em até 100 horas) que é partilhado pelo autor nas linhas deste livro de uma
forma bem disposta.
2. A história
O livro relata (em Inglês) a preparação de Andy ciclista e as contrariedades que enfrentou na prova. É muito
interessante conseguir perceber como é que ele se preparou para o evento e como
lidou durante o evento com a carência de sono, com o cansaço, com a chuva e com a alimentação.
A páginas tantas, a roldana da frente da
corrente (que serve para manter a corrente de retorno, onde não é exercida a
força de tracção, longe do garfo e da roda da frente) solta-se e sai a rolar
pelo chão! Andy resolve esta situação colocando zip ties (aquelas pequenas fitas plásticas que servem para apertar
cabos e fios juntos e que algumas forças policiais também utilizam como algemas) em
torno do eixo onde ficava a roldana, evitando, assim que a corrente raspasse
directamente no eixo, estragando-se a si mesma e ao quadro. Miraculosamente, há
inúmeras pessoas que Andy vai encontrando ao longo do caminho e que lhe vão
dando mais e mais zip ties! Consegue chegar ao fim com esta solução!
Uma outra contrariedade que teve foi a chuva, bem como o facto de a consequente sujidade ter criado Gremlins na transmissão... Os desviadores (da frente
e de trás) foram ficando sem funcionar! Não tendo como limpar (e, talvez, não percebendo muito de mecânica
para saber que seria preciso limpar bem e olear novamente a corrente e os
desviadores durante a prova), Andy viu-se forçado a andar muitos kms sem conseguir
mudar mudanças, tendo ficado primeiro preso na mudança mais pesada de trás (11
dentes), apenas a podendo conjugar com 39 ou 53 dentes à frente e, mais tarde,
ficando preso na mudança mais pesada de todas: 53 à frente e 11 atrás! Para
terem uma ideia de quão pesada é esta mudança, pensem que por cada rotação completa
dos pedais se viajam quase 10 metros (na verdade, são exactamente 9,5 metros
por rotação)!
São peripécias que o autor conta com bom
humor e que podem manter o leitor preso ao livro.
3. As minhas impressões
O livro não é particularmente grande e
talvez por isso também tenha um preço bastante acessível na versão digital, sendo
de fácil leitura.
A escrita de Andy tem a capacidade de
nos transportar para dentro deste desafio épico, dando-nos uma boa imagem da
resistência física e, essencialmente, psicológica que é necessário ter para
enfrentar estas distâncias.
Não nos são dados muitos pormenores
técnicos (tirando os relativos ao bloqueio das mudanças e à utilização dos zip ties), pelo que para quem pretender
um livro que contenha esse tipo de informação, acaba por não satisfazer tal desejo.
Boa leitura!
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sexta-feira, 27 de maio de 2016
Andar de bicicleta durante a noite - Equipamento - Luzes de dínamo
Como expliquei no último post, para mim, as luzes, para além de iluminar bem, têm de estar sempre prontas a utilizar e têm de poder ficar na bicicleta quando é necessário deixá-la estacionada ou presa enquanto tratamos da nossa vida. Estes aspectos práticos também garantem que podemos andar sempre que quisermos e durante o tempo que quisermos ou precisarmos. O facto de serem práticas de utilizar também garante que estamos sempre mais seguros.
Sempre que participei em eventos de longa distância, em que se pedalou pela noite e pela madrugada fora, senti que o facto de não ter de me preocupar com a bateria das luzes foi uma grande vantagem: pude concentrar-me apenas em andar de bicicleta.
Com uma solução de iluminação permanente, é só montar na bicicleta e está-se pronto a andar, seja dia ou noite, sem termos de nos preocupar se temos ou não a bateria das luzes carregada; as luzes estão lá e estão sempre prontas a iluminar.
Com uma solução de iluminação permanente, é só montar na bicicleta e está-se pronto a andar, seja dia ou noite, sem termos de nos preocupar se temos ou não a bateria das luzes carregada; as luzes estão lá e estão sempre prontas a iluminar.
Na bicicleta de estrada que podem ver abaixo tenho instalado um sistema da Bush & Müller que funciona exclusivamente com um dínamo de cubo (um Shimano Deore XT VR Dynamo T785 100 DH).
O dínamo está localizado no eixo da roda da frente.
Este tipo de cubos praticamente não tem atrito quando comparado com os antigos dínamos de garrafa, como os da imagem abaixo.
O dínamo de roda faz parte da própria estrutura da roda, constituindo o respectivo eixo.
Vista do cubo de roda com o dínamo
Naturalmente, é mais pesado um pouco do que um cubo normal, mas gera 6volt de energia com 3W de potência sem se sentir que a está a produzir e sem qualquer ruído.


Estas são as luzes que tenho utilizado. Na minha opinião, têm ambas muita qualidade e são fiáveis.
A iluminação que tenho na minha actual bicicleta é a
que consta deste vídeo (a da frente, pelo menos)
Este dínamo alimenta as luzes, sendo que a da frente é responsável por fazer a gestão da iluminação. Esta tem um interruptor com três posições: desligada, luzes de iluminação diurna (daytime running lights) e sensor de iluminação.
Quando se liga a luz da frente, esta acende imediatamente a de trás e ambas têm uma reserva de energia que as mantém acesas durante uns minutos após a nossa paragem. Este sistema garante que, quando paramos, por exemplo, num cruzamento de estradas.
O material que eu estou a utilizar é o seguinte:
- Dínamo de cubo de roda - Shimano Deore XT VR Dynamo T785 100 DH
- Luz da frente - Bush & Müller LUMOTEC IQ Cyo T Plus Senso
- Luz de trás - Bush & Müller Secula Plus
Na próxima mensagem falarei do estabilizador de corrente E-werk que estou a utilizar em conjunto com as luzes de que vos falei hoje.
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sexta-feira, 20 de maio de 2016
Andar de bicicleta durante a noite - Equipamento - Luzes de bateria
Na minha opinião, uma das melhores experiências de bicicleta é andar de noite!
Digo-o seriamente. Andar de bicicleta de noite, em especial com companhia, pode ser verdadeiramente libertador.
No entanto, temos de nos precaver contra os perigos que podemos encontrar à nossa frente, bem como os que poderão vir de trás (automóveis, motos ou outros ciclistas mais rápidos e distraídos, por exemplo).
É impossível salientar suficientemente isto: uma boa iluminação é fundamental para se poder circular em segurança.
Falo de iluminação para ver e não necessariamente apenas para ser visto, pois aquelas luzinhas de LED miniatura iluminam muito pouco e, na minha opinião, também pouco vos fazem ser vistos.
Até chegar à minha solução de iluminação experimentei inúmeras possibilidades.
Como quase todos, comecei por aquelas luzes de LED que são alimentadas por umas pilhas AAA, mas rapidamente cheguei à conclusão de que necessitava de algo mais forte e com maior duração para andar de noite sem estar preocupado com a possibilidade de as baterias se acabarem antes da chegada...
Adicionalmente, no caso do meu par de lanternas, a lente de uma derreteu com o calor gerado pelo LED: a trepidação da bicicleta deslocou-o e este encostou-se à lente, derretendo-a... Para além disso, algumas baterias 18650 são de pouca qualidade e, apesar de todo o meu cuidado, algumas ficaram danificadas ao fim de algumas utilizações! Estou em crer que isto poderá ter acontecido porque as lanternas não têm um sistema que proteja as baterias de uma descarga excessiva e eu poderei tê-las deixado acesas abaixo do limiar de segurança das baterias.
Para além disso, enquanto aquelas luzes eram utilizadas, era muito comum ficar sem bateria no caminho ou ter algum tipo de avaria técnica.
Há também estas luzes que um amigo meu tem utilizado e acha bastante boas, quer em termos de luz, quer em termos de duração da bateria:
Digo-o seriamente. Andar de bicicleta de noite, em especial com companhia, pode ser verdadeiramente libertador.
No entanto, temos de nos precaver contra os perigos que podemos encontrar à nossa frente, bem como os que poderão vir de trás (automóveis, motos ou outros ciclistas mais rápidos e distraídos, por exemplo).
É impossível salientar suficientemente isto: uma boa iluminação é fundamental para se poder circular em segurança.
Falo de iluminação para ver e não necessariamente apenas para ser visto, pois aquelas luzinhas de LED miniatura iluminam muito pouco e, na minha opinião, também pouco vos fazem ser vistos.
Este tipo de luzes de pouco nos vale na maior parte das situações
Até chegar à minha solução de iluminação experimentei inúmeras possibilidades.
Como quase todos, comecei por aquelas luzes de LED que são alimentadas por umas pilhas AAA, mas rapidamente cheguei à conclusão de que necessitava de algo mais forte e com maior duração para andar de noite sem estar preocupado com a possibilidade de as baterias se acabarem antes da chegada...
Este tipo de luzes, normalmente chamados de segurança
(por não pretenderem sequer alumiar o nosso caminho) é um bom começo mas, na minha opinião,
não é suficiente para nos trazer segurança e visibilidade à noite.
Entretanto, à medida que me fui apercebendo de que não eram suficientemente estáveis, duráveis e visíveis, fui procurando outras soluções mais poderosas.
Lembro-me de em 2013 ter comprado umas outras luzes LED com uma luz CREE Q5, com supostamente 240 lumens e com umas baterias especiais 18650 (são umas baterias com a forma das AA, mas um bom bocado maiores e com 3.6v de potência nominal, que, quando carregadas no máximo têm 4.2v). Este tipo de luzes tem 3 modos de potência (económico, médio e forte) e um quarto modo de funcionamento em que piscam com a frequência do S.O.S.. Para seleccionar o modo desejado, basta pressionar o botão que existe na base da lanterna.
Estas luzes têm vários problemas, na minha opinião: têm uma lente com uma má qualidade e espalham demasiado a luz, não focando o que é preciso (a estrada) e cegando quem vem em sentido contrário. Não servem, por exemplo, para se perceber se há um buraco ou alguma irregularidade na estrada. Na minha opinião a luz treme bastante nos modos de potência fraco e intermédio gerando até alguma confusão.
Adicionalmente, no caso do meu par de lanternas, a lente de uma derreteu com o calor gerado pelo LED: a trepidação da bicicleta deslocou-o e este encostou-se à lente, derretendo-a... Para além disso, algumas baterias 18650 são de pouca qualidade e, apesar de todo o meu cuidado, algumas ficaram danificadas ao fim de algumas utilizações! Estou em crer que isto poderá ter acontecido porque as lanternas não têm um sistema que proteja as baterias de uma descarga excessiva e eu poderei tê-las deixado acesas abaixo do limiar de segurança das baterias.
Para além disso, enquanto aquelas luzes eram utilizadas, era muito comum ficar sem bateria no caminho ou ter algum tipo de avaria técnica.
Neste vídeo estou a utilizar as duas lanternas: uma está visível no vídeo e
a outra está no guiador, perto da câmara de filmar
Há também estas luzes que um amigo meu tem utilizado e acha bastante boas, quer em termos de luz, quer em termos de duração da bateria:
Sei que há muitos ciclistas experientes que preferem luzes de bateria relativamente às luzes de dínamo, pelo que estou consciente de que a escolha de sistema de iluminação para a bicicleta é também uma questão de gosto. Há, de facto, luzes de bateria muito boas que duram muito e que têm uma iluminação muito homogénea.
Na próxima mensagem partilharei aqui as luzes que eu estou a utilizar actualmente na bicicleta que utilizo para fazer longas distâncias, de dia e de noite.
Na próxima mensagem partilharei aqui as luzes que eu estou a utilizar actualmente na bicicleta que utilizo para fazer longas distâncias, de dia e de noite.
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Local:
Lisboa, Portugal
sexta-feira, 6 de maio de 2016
The Sun Trip (2015) - uma corrida épica com a energia do Sol
Já há algum tempo que me tinha comprometido a publicar uma pequena mensagem sobre a corrida "The Sun Trip".
O prometido é devido e, portanto, aqui está essa mensagem.
O objectivo desta corrida é demonstrar que é possível fazer longas distâncias sem emitir gases com efeito de estufa; que é possível viajar (de bicicleta, no caso) sem que essa viagem tenha qualquer emissão de CO2.
Para tanto, as bicicletas são equipadas com motores eléctricos cujas baterias são alimentadas exclusivamente por painéis solares fotovoltaicos. Se os participantes utilizarem outra fonte de energia eléctrica que não a fotovoltaica, serão desqualificados.
Para os mais interessados, as regras da edição de 2015 estão aqui.
A edição de 2015 foi um pouco menos épica do que a de 2013, tendo o percurso inicial (de Milão, Itália, a Astana, Cazaquistão), só de ida, sido substituído por um percurso circular, de Milão até Capadócia, na Turquia, e regresso. Isto num total de 7500 km.
Percurso inicial
Percurso definitivo
A mundialmente famosa Race Across América (RAAM) tem cerca de 4500 km e é feita (não só mas também) por profissionais. Talvez a comparação não seja muito boa... pois na RAAM é suposto que as bicicletas não sejam electricamente assistidas...
Este ano, Bernard Cauquil completou os 7.500 kms em 22 dias! Fez uma média sempre superior a 300km por dia!
A sua bicicleta tinha algumas características muito interessantes:
1) era uma reclinada - mais precisamente uma Optima Baron Lowracer;
2) tinha uma transmissão primária, desde o pedaleiro (pedivela) até um motor eléctrico colocado a meio da transmissão; e
3) depois tinha uma segunda corrente que partia desse motor eléctrico para um cubo de mudanças internas de variação contínua - pelo que percebo, um NuVinci.
Esta solução é engraçadíssima, não só porque o motor utilizado era de eixo (hub motor) e estava a ser utilizado como se fosse um mid-drive (motor que se situa na transmissão, entre os pedais e a roda motriz) que foi adaptado para ficar naquela localização, mas também porque o cubo de mudanças atrás não tem propriamente velocidades separadas umas das outras, sendo muito mais suave: tem uma lógica de funcionamento muito parecida com a "caixa de velocidades" das aceleras, em que há um variador contínuo que transmite a rotação do motor à roda de forma progressiva.
Nesta foto disponível no sítio oficial do The Sun Trip conseguem ver bem ao que me refiro:
Bicicleta vencedora
Fica aqui um vídeo de toda a prova (também disponível para compra através do Vimeo ou em DVD), para vosso gáudio.
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quarta-feira, 1 de julho de 2015
C2C - Coast to Coast - um local para a aventura
Ora vamos lá a isto, esta é a minha primeira experiência a escrever num
blog por isso por favor tenham paciência comigo. Ainda por cima, também já não
escrevo um texto decente em português há uns bons anos pois emigrei para
Inglaterra em 2011, antes do famigerado acordo ortográfico. Consequentemente,
este texto está escrito em português pré acordo. Assim, as criancinhas/jovens
que leiam isto podem ter dificuldades em seguir o texto.
O Bycycling2012blogspot pediu-me para descrever a experiência que é a Coast to Coast, (C2C para os locais que gostam de abreviar tudo). A C2C é provavelmente a rota ciclística mais conhecida do Reino Unido e como o nome indica é uma travessia costa a costa. Sendo uma ilha, há diversas travessias em vários pontos, mas esta é uma das favoritas por diversas razões que explico abaixo.
Mapa das ciclovias que compõem a C2C
Inglaterra é um país excelente para o ciclismo. Tem um sistema de ciclovias
que faz inveja a qualquer país do mundo. Chamam-lhe National Cycle Network (NCN) e consiste numa rede de ciclovias que
atravessa o pais de lés a lés providenciando aos ciclistas rotas com poucos ou
nenhuns carros onde o foco é o ciclista (ver mais sobre a NCN em http://www.sustrans.org.uk/). A C2C aproveitou-se desta infrastrutura para
desenhar a sua própria rota.
Ciclovia à saída de St Bees – dá gosto ciclar assim!
A C2C para ciclistas foi criada em 1994 tendo sido inspirada por uma rota
pedonal traçada por Alfred Wainwright em 1973. A rota original tinha 309 kms
começando a Oeste em St Bees e acabando a Este em Robin Hood’s Bay enquanto que
a rota ciclistica mais usada começa em Workington acabando em Tynemouth
compreendendo 230 kms. Diz a tradição
que temos de levar um pequeno seixo connosco que depois depositamos na margem
oposta.
O pequeno calhau apanhado na praia de St Bees.
O pequeno calhau na praia de Robin Hood’s bay.
(como
cheguei numa maré baixa tive de caminhar uns bons 500 m
para deixar a rocha mesmo
em algo que se parecesse mar)
A C2C consegue acomodar diversos níveis de fitness sendo possível de fazê-la num dia (para os completos fanáticos),
2 dias para os razoavelmente em forma, 3 dias para o comum mortal apreciando as
vistas e 4 ou mais dias para quem utiliza a rota como um roteiro gastronómico
ou umas férias bem relaxadas.
A principal atracção da C2C reside no facto de passar pelas mais belas
zonas de Inglaterra. Primeiro o Lake
District, com uma beleza natural apenas ultrapassada na Escócia. Depois os North Pennines fazendo-nos pensar que
afinal Inglaterra não é assim tão populada e exibindo uma extensão considerável
de área quasi virgem.
Em termos logísticos fazer a C2C tem os seus desafios. Principalmente como
chegar ao local de partida e como sair do local de chegada. Os famosos caminhos
de ferro Ingleses não são os mais fáceis de combinar com a bicicleta por isso conseguir
apanhar um comboio com uma bicicleta é mais um caso de sorte do que de bom
planeamento e sabedoria. Não há pré-marcações e o comboio leva no máximo 2
bicicletas (independentemente do número de carruagens!).
Talvez melhor alternativa seja a de alugar um carro
deixando-o no ponto de partida e depois fazer o mesmo á chegada. Infelizmente
esta opção limita a escolha do local de partida e chegada. Dos pontos de
partida apenas Workington tem empresas Rent-a–car.
Pode-se sempre ciclar daí até ao
ponto de partida desejado e depois então começar a rota oficial. À chegada, em
Tynemouth (junto a Newcastle) ou em Sunderland há várias empresas rent-a-cars por isso esta opção acaba
por ser bastante prática para o regresso. As rent-a-cars em Inglaterra são relativamente baratas e por um dia de
car rental com drop-off a 300 kms de distância do ponto de recolha cobram cerca de
£50 (cerca de €70 à cotação actual).
Em relação à estadia a coisa é mais fácil. Existem inúmeros sítios para ficar e com excelentes condições para as pessoas e para as nossas queridas bicicletas. Aqui pode-se ficar desde hóteis de luxo a simplesmente acampar. Talvez o melhor compromisso sejam as pousadas que estão preparadas para os ciclistas com um nível de conforto bastante bom e sem o risco de que a chuva ou vento nos leve a tenda. Acreditem que independentemente da altura do ano em que escolherem fazer a C2C o mais provável é que chova, faz parte da experiência... Por isso acampar é uma opção que requer a devida consideração. Das duas vezes que fiz a C2C acampei na primeira vez e na segunda usei pousadas. Acampar é a opção mais barata com cerca de £5 a £8 por noite, mas são normalmente apenas quintas que decidiram abrir um dos campos para a malta montar a tenda. Ter duche e uma sanita só nos parques mais requintados. As pousadas custam entre £20 a £30 por noite... mas incluem pequeno almoço e o tão desejado duche!
No caminho há algumas opções
off-road para quem assim preferir… pois claro eu prefiro!
(aliás
há uma rota inteiramente off-road mas engloba, nalgumas secções, carregar a
bicicleta às costas. Eu sou todo por BTT, mas Btt-alpinismo não é bem para mim).
À saída de Alston após a subida mais dura da jornada
Não nos devemos esquecer de parar de vez em quando
para beber um chá
e apreciar a paisagem, afinal, a C2C é sobre a viagem, não
sobre o destino
Sobre
o caminho propriamente dito, é bastante acidentado com um total de 3300m de
acumulado. Looking on the bright side,
com belas subidas vêem belas vistas e aquela sensação de que o que sobe também tem
de descer. Assim, um desafio interessante é o de como dividir o percurso de
forma a equilibrar o acumulado. Fica a sugestão para o percurso feito em 3
dias:
Perfil topográfico
Dia 1
Dia 2
Dia 3
1900 feet não é muito (não chega a 600 metros)… mas
após 8 horas a ciclar
com vento contra acreditem que parecia que estava a
atravessar os pirinéus
Parte da ciclovia à saída de Keswick, uma estrutura em
madeira que nos leva sobre o rio, delicioso
Um dos muitos pontos para aproveitar a vista,… e beber
mais um
cházinho que a maior parte das vezes calha mesmo
bem para nos aquecer
mais um pouco
Como disse acima, o caminho é feito maioritariamente utilizando quer ciclovias
exclusivas para bicicletas quer vias secundárias onde apenas tractores e alguns
carros de pessoas locais passam. Coisa mais tranquila é difícil de encontrar. O
maior tráfego que vão apanhar são ovelhas e vacas junto ás bermas da estrada a
pastar. Isto soa mais a interior transmontano do que busy England mas é assim.
Também, ao contrário do que se pensa, os Ingleses são simpáticos! Onde quer
que parem podem pedir água ou direcções a quem quiserem. Nesta parte mais
relaxada do país todas as pessoas estão disponíveis para ajudar e eles adoram
dois dedos de conversa com totais desconhecidos. Vocês podem é não perceber o
que vos dizem... são precisos alguns anos de treino para perceber o sotaque de
pessoas nesta região (quase Escócia) e quando chegarem a Newcastle...esqueçam,
o Jordi accent é engraçado mas mais
ou menos como Açoreano cerrado (desculpem-me os Açoreanos). Não é surpresa que
a maioria das piadas inglesas incluem alguém de Newcastle (ou Birmigham) como o
bobo da anedota. Tenham paciência pois é muito boa gente e mais cedo ou mais tarde
lá percebereis o que vos dizem.
Bem, a título de conclusão, a C2C é uma excelente
experiência. Oferece paisagens fantásticas com desafios interessantes. Se
gostam de campo e de prados verdejantes então não há que enganar. O caminho é
tão variado que fazê-lo em alturas diferentes do ano parecem diferentes
caminhos. Quanto a mim… já estou a planear a próxima C2C, vai ser ainda este
ano!
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Local:
Derbyshire, UK
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Livro - "Miles from nowhere - a round the world bicycle adventure"
Sobre a Autora
Tal como vos tinha prometido (aqui e aqui), finalmente partilho convosco esta mensagem sobre um livro de cicloturismo escrito por uma mulher, Barbara Savage.
Esta mulher decidiu partir à aventura em 1977, acompanhada daquele que era, então, o seu namorado (Larry) e fazer a volta ao mundo em bicicleta, tendo viajado juntos por 25 países, incluindo Portugal (a que ela chamou o Paraíso Português).
Esta mensagem tem um sabor um pouco agri-doce, porque, ao contrário da Nancy Sathre-Vogel, de que vos falei neste outro post, a Barbara já não se encontra entre nós, tendo falecido já depois da sua odisseia planetária, vítima de um acidente com um automóvel (truck) bem perto da sua casa, enquanto treinava para uma prova de triatlo.
Nós só temos acesso ao livro porque o Larry (que entretanto se tinha casado com ela) decidiu publicar o livro que a Barbara estava a preparar (ou, melhor, tinha já concluído, mas ainda não o tinha dado à estampa) quando foi vitimada.
A publicação deste livro foi, portanto, uma forma de prestar homenagem à memória desta mulher, pelo seu marido.
Pelo que li, mesmo no final do livro, o Larry chegou inclusivamente a criar um prémio para publicações de novos autores, o "The Barbara Savage Miles from Nowhere Memorial Award, supporting unpublished books by first-time authors was established in 1990".
Sobre o Livro
Este livro representou para mim (que na altura não sabia que a Autora tinha morrido de forma tão infeliz) uma verdadeira viagem, primeiro pelo nosso país do final da década de 70, depois por países mais exóticos como o Egipto (em que a Barbara e o marido não tinham um momento de paz e de privacidade), o Nepal, a Índia e a Nova Zelândia, entre muitos outros.
A técnica de escrita, a fraseologia utilizada e o próprio conteúdo do relato são mesmo muito bons, conseguindo, por um lado, oferecer uma perspectiva realista da viagem e, por outro lado, manter sempre um ambiente muito enérgico e bem disposto ao longo de todo o livro.
Cada vez que "abri" o livro (entre aspas porque o li em versão Kindle) fui transportado para a viagem deles por este nosso planeta em que somos todos verdadeiramente iguais - irmãos.
E, quanto mais leio e mais faço cicloturismo mais me convenço de que a bicicleta é o meio de transporte mais inocente e genuíno e é considerada pela maioria como o meio de transporte mais inofensivo. Uma bicicleta carregada de material de viagem permite-nos alcançar o lado bom das pessoas que connosco se cruzam.
O William Weir, de que vos falei aqui, já instava o seu incrédulo amigo a "Let's initiate kindness" quando era mesmo necessário um local para pernoitar...
Através deste livro "Miles from nowhere - a round the world bicycle adventure" escapei do meu quotidiano, pedalei pelos Himalaias acima e estive no restaurante Tailandês em que o dono não quis manter o preço da refeição inicialmente acordado com um seu empregado, e que, no final de um longo regatear de preço, esteve quase a perder as estribeiras com uma faca enorme na mão e a olhar fixamente para o casal e para o outro cicloturista que os acompanhou (o Geoff)... (Já agora, acho que fizeram bem em deixar o troco com o dono do restaurante e sair rápida e discretamente dali!)
É uma leitura inspiradora, bem disposta e bem escrita (o que nem sempre sucede neste tipo de publicações).
A versão que eu li é em Inglês e ainda não encontrei qualquer versão traduzida para Português (o que é uma pena, porque o livro é mesmo muito bom!).
Se já tiverem lido o livro ou se o lerem na sequência desta mensagem, deixem, por favor os vossos comentários aqui!
Boas leituras e boas pedaladas.
Tal como vos tinha prometido (aqui e aqui), finalmente partilho convosco esta mensagem sobre um livro de cicloturismo escrito por uma mulher, Barbara Savage.
Esta mulher decidiu partir à aventura em 1977, acompanhada daquele que era, então, o seu namorado (Larry) e fazer a volta ao mundo em bicicleta, tendo viajado juntos por 25 países, incluindo Portugal (a que ela chamou o Paraíso Português).
Esta mensagem tem um sabor um pouco agri-doce, porque, ao contrário da Nancy Sathre-Vogel, de que vos falei neste outro post, a Barbara já não se encontra entre nós, tendo falecido já depois da sua odisseia planetária, vítima de um acidente com um automóvel (truck) bem perto da sua casa, enquanto treinava para uma prova de triatlo.
Nós só temos acesso ao livro porque o Larry (que entretanto se tinha casado com ela) decidiu publicar o livro que a Barbara estava a preparar (ou, melhor, tinha já concluído, mas ainda não o tinha dado à estampa) quando foi vitimada.
A publicação deste livro foi, portanto, uma forma de prestar homenagem à memória desta mulher, pelo seu marido.
Pelo que li, mesmo no final do livro, o Larry chegou inclusivamente a criar um prémio para publicações de novos autores, o "The Barbara Savage Miles from Nowhere Memorial Award, supporting unpublished books by first-time authors was established in 1990".
Sobre o Livro
Este livro representou para mim (que na altura não sabia que a Autora tinha morrido de forma tão infeliz) uma verdadeira viagem, primeiro pelo nosso país do final da década de 70, depois por países mais exóticos como o Egipto (em que a Barbara e o marido não tinham um momento de paz e de privacidade), o Nepal, a Índia e a Nova Zelândia, entre muitos outros.
A técnica de escrita, a fraseologia utilizada e o próprio conteúdo do relato são mesmo muito bons, conseguindo, por um lado, oferecer uma perspectiva realista da viagem e, por outro lado, manter sempre um ambiente muito enérgico e bem disposto ao longo de todo o livro.
Cada vez que "abri" o livro (entre aspas porque o li em versão Kindle) fui transportado para a viagem deles por este nosso planeta em que somos todos verdadeiramente iguais - irmãos.
E, quanto mais leio e mais faço cicloturismo mais me convenço de que a bicicleta é o meio de transporte mais inocente e genuíno e é considerada pela maioria como o meio de transporte mais inofensivo. Uma bicicleta carregada de material de viagem permite-nos alcançar o lado bom das pessoas que connosco se cruzam.
O William Weir, de que vos falei aqui, já instava o seu incrédulo amigo a "Let's initiate kindness" quando era mesmo necessário um local para pernoitar...
Através deste livro "Miles from nowhere - a round the world bicycle adventure" escapei do meu quotidiano, pedalei pelos Himalaias acima e estive no restaurante Tailandês em que o dono não quis manter o preço da refeição inicialmente acordado com um seu empregado, e que, no final de um longo regatear de preço, esteve quase a perder as estribeiras com uma faca enorme na mão e a olhar fixamente para o casal e para o outro cicloturista que os acompanhou (o Geoff)... (Já agora, acho que fizeram bem em deixar o troco com o dono do restaurante e sair rápida e discretamente dali!)
É uma leitura inspiradora, bem disposta e bem escrita (o que nem sempre sucede neste tipo de publicações).
A versão que eu li é em Inglês e ainda não encontrei qualquer versão traduzida para Português (o que é uma pena, porque o livro é mesmo muito bom!).
Se já tiverem lido o livro ou se o lerem na sequência desta mensagem, deixem, por favor os vossos comentários aqui!
Boas leituras e boas pedaladas.
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quinta-feira, 18 de junho de 2015
Rose XEON RS 5000, the review (Finally!) - (Pt 3 of 3)
De acordo com o prometido, aqui fica a última mensagem feita pelo meu amigo P., sobre a Rose XEON RS 5000.
Na próxima quinta-feira, publicarei uma mensagem sobre um outro livro de cicloturismo e, na subsequente, uma mensagem sobre uma rota de cicloturismo mundialmente famosa: a Coast to Coast, no Reino Unido, feita por um outro amigo meu!
Boas leituras!
**** **** ****
Before getting into the actual review, I mention that Rose make all types of bikes and use a wide range of materials. Road bikes come in either aluminium or carbon fibre. The XEON RS range is a ‘cousin’ to the CRS range which, as suggested by the letter ‘C’, is made of carbon fibre. All reviews suggest that the XEON CRS and Rose’s other carbon fibre bicycles are also seriously worth considering.
Na próxima quinta-feira, publicarei uma mensagem sobre um outro livro de cicloturismo e, na subsequente, uma mensagem sobre uma rota de cicloturismo mundialmente famosa: a Coast to Coast, no Reino Unido, feita por um outro amigo meu!
Boas leituras!
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Before getting into the actual review, I mention that Rose make all types of bikes and use a wide range of materials. Road bikes come in either aluminium or carbon fibre. The XEON RS range is a ‘cousin’ to the CRS range which, as suggested by the letter ‘C’, is made of carbon fibre. All reviews suggest that the XEON CRS and Rose’s other carbon fibre bicycles are also seriously worth considering.
It may be of interest to list the spec
of my bike. This follows some customisation, notably the wheels:
Frames
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7005
T6 Ultralight Aluminium, triple-butted, anodized black, 57cm
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Fork
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XEON
Modulus Fullcarbon 11/8"-1.5", UD-carbon
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Wheels
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Mavic
Cosmic Carbone SLS WTS
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Chainset
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Campagnolo
Chorus 36/52, 11-speed, carbon, 175mm
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Rear Derailleur
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Campagnolo
Chorus 11-speed
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Sprocket
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Campagnolo
Chorus, standard, 12-27
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Shift Brake Levers
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Campagnolo
Chorus 2-/11-speed, black
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Chain
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Campagnolo
Chorus 11-speed
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Front Derailleur
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Campagnolo
Chorus Chorus 2-/11-speed
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Rim Brake
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Campagnolo
Chorus D-Skeleton
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Seat Post
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Ritchey
WCS Carbon Monolink FlexLogic, black, 27,2mm
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Saddle
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Selle
Italia SLS Kit Carbonio Monolink, black matt/middle stripe black matt,
Standard
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Handlebar Tape
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fi´zi:k
Microtex, black + fizik logo
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Stem
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Ritchey
WCS 4 Axis, black/matt, 110mm
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Spacers
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Xtreme
Carbon Spacer 15mm(1x5mm+1x10mm)
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I mentioned in ‘Part 1’ that the Xeon RS
is a modern aluminium bike. This essentially means some thought and design has
gone into it. It is not simply the lower end of the range that Rose Versand
make. My understanding is that the intention behind the RS range was to offer a
non-carbon fibre alternative to those who want to race. As such, and being a
modern aluminium bike, it borrows some features of carbon fibre frame design.
Therefore, expect not only a fairly wide down tube but also a fairly ‘beefy’ bottom
bracket shell, suitable to house an integrated BB86 unit. Of course ultimately
the aim is to provide stiffness in the area. Not too long ago ‘beefy’ bottom
bracket and aluminium frame implied a lot of extra weight. Modern alloys,
welding and butted tubes means that this is not the case.
The XEON RS range is made of aluminium in Taiwan. Up until 2014 (i.e. including the bike I am riding) 7005 / 7051 aluminium was used. [I believe the 2015 range is made of 6066 aluminium which allows for thinner tube walls and therefore lighter frames]. This resulted in my 57cm frame weighing 1,205g (my own measurement), light and competitive with some similarly priced carbon fibre frames. Rose claim that the 2015 6066 version is very close to 1 kg for the frame; that is impressive! My opinion is that bikes made in the Far East should not be dismissed. It is true that you can get some crap, but it must also be kept in mind that the Far East, particularly Taiwan (courtesy of Giant bikes) has decades of experience is mass bike production.
The fork is Rose’s own design and is shared with the CRS range. It is a very light, full carbon steerer, 330g fork. As is standard these days (and f**ck you very much bicycle industry for forever changing fork steerer widths etc and other component sizes ) 1.1/8 inch (28.6 mm) at the top and 1.1/2 inch (38.1 mm) at the bottom. Badmouthing the cycling industry aside, I actually like this head tube sizing. I ride 1 inch and 1 1/8 inch bicycles. I do feel that the thinner at the top and lower at the bottom head tube offers that little bit extra in stability. Of course this also assumes that everything is assembled solidly and competently. This is the case on the RS.
The riding experience is much improved if the front end of the
bicycle is solid and responsive. To explain this is less jargonistic terms,
imagine moving at speed on a long descend with bends. The narrower diameter
head tubes often add a sense that the handlebars and fork are too bouncy, not a
good feeling when going fast. Additionally, the extra tube width helps to make
steering more responsive. On the RS you definitely get the feel that as soon as
you turn the handlebars there is a response. Whatever the scientifically
measurable advantages the RS’ head tube adds to the ride, it surely adds a
confidence boost associated to steering which is invaluable.
The RS has very thin seat stays. This is
nothing new in the bicycle industry and is widely used by a variety of
manufactures, particularly on carbon fibre frames. See, for example, various
Cervelo and BMC models. I find it optically pleasing. More importantly, it is a
good way to add – that bastard of a word – compliance. Real bicycle science
shows that some flexibility in the seat stays does not measurably affect the
efficiency of the power transfer which makes your bike move forward. I am not
sure how this works, and I won’t pretend too much that I do.
However, make the rear end of the bicycle too stiff and the machine will bounce on the road. The more time spent bouncing, the less time the rubber on the tyres is in contact with the road surface propelling your forward. Long story short, and before I get lost in my own pseudo-scientific explanations about bicycles, the RS is a very comfortable ride. No doubt in my mind that the seat stays add to this experience. I can confidently compare the ride to good quality carbon fibre frames and equally confidently say that it is more comfortable than my old aluminium Bianchi.
However, make the rear end of the bicycle too stiff and the machine will bounce on the road. The more time spent bouncing, the less time the rubber on the tyres is in contact with the road surface propelling your forward. Long story short, and before I get lost in my own pseudo-scientific explanations about bicycles, the RS is a very comfortable ride. No doubt in my mind that the seat stays add to this experience. I can confidently compare the ride to good quality carbon fibre frames and equally confidently say that it is more comfortable than my old aluminium Bianchi.
Another important contributor to the RS’
comfort is the 27.2mm seat post. The bicycle industry has gone up and down with
the diameter of this part of a bicycle. Different diameters have different
merits or are necessary depending on the rest of the structure, and / or
intended use of the bike. However, the easiest way to put some ‘compliance’
under your backside is to have a smaller diameter seat post. Wider diameters
tend to be stiffer, in an area where too much stiffness is not helpful.
The Campgnolo Chorus 11 is an excellent groupset and certainly a well-matched companion to the RS frame. With the Chorus you get all the functionality of the more expensive Record / Super Record groupsets. The only tangible difference is the weight. There are about 220g difference between the Super Record and Chorus. The weight saving will cost you an extra EUR 1000. You decide if that is necessary. The great thing about the top three groupsets offered by Campgnolo are that you can shift-up three gears and shift-down three gears if you need it. I went for a 52/36 crankset, however, 53/39 and 50/36 were available. All my other bikes had 53/39. Pushing past the middle part of my 30s, and starting to possibly lose that extra spring in my legs, I thought that a 52/36 would be an appropriate ‘step-down’.
Coupled with the 12-27 eleven speed cassette this provides me with
ample options for all kinds of terrain. In an ideal world I would have a 53/36
or I would own a 53/39 and a 50/36 crankset and swap as needed. The latter is
possible, but not a cost I want to bear at this time. The former has been
tried, but achieving a 53/36 ratio is technically challenging. I prefer to go
riding rather than spend (more) time on fiddling with my front derailleur. (PS: Shimano’s and Campagnolo’s new four-arm
cranksets now mean that you no longer have to swap the entire 53/39 for a
compact crankset. The BCD of the four-arm cranksets allows one to swap standard,
semi-compact and compact ratios on the same cranks simply by changing
chainrings. Much cheaper, assuming you already have a four-arm crank).
However, let us not forget the
all-important (if not most important) contribution the wheels have. As indicated
in the bike spec listed earlier, I got my bicycle with an upgrade of Mavic Cosmic Carbone SLS WTS,
compared to Campagnolo Zondas which come with the RS 5000 as standard. This pair
of Mavics is a deep rim (52mm)/ aero
rim. It is the lowest priced Mavic aero wheelset but still retails at around
EUR 850 to UER 1,000. As the name suggests, these wheels have some carbon fibre
on them, but are not entirely made of this; alloy plays the most vital
structural role. I will not dwell on the Mavic SLS WTS in this review. I will
say that they noticeable add speed, particularly on flat ground. The down side,
is that they are stiff and also add a fair amount of bounce when the road
surface is not very smooth. This has an effect mostly on the comfort of the
ride. Unless these wheels are used on endless kilometres of very rough and
badly maintained tarmac, the net speed gain will be much greater than the loss
of speed caused by bouncing around.
For
the sake of comparison, I have also extensively ridden the RS with a pair of
Campagnolo Neutron Ultra (usually retail between EUR 600 and EUR 700. I bought
these in late 2013 and, ever confusingly, are the 2014 model. These wheels are
the best I have ever had. They are shallow rim (23mm deep), lightweight (less
than 1,500g without tyres and inner tubes) and bomb-proof. They have a carbon
fibre hub while the rest of the construction is alloy. Most importantly, you
can effortlessly get them to start rolling and similarly effortlessly get them
to continue spinning. The Mavic SLS WTS will keep help me to move fast on the
flatter parts. However, when you have proper mixed terrain (for those in the
local area in Portugal, throw Montejunto in the mix) the Neutron Ultra will
spin fast uphill as well as on the flat. Additionally, the Neutron Ultra
strikes a good balance between stiff and comfortable. Descend as fast as you
can or accelerate off the saddle without feeling the front wheel flexing
excessively (the stiff part). When I added the Neutron Ultra’s to the RS the
bicycle was able to eat-up and smoothen out those rougher roads, the ones which
years of neglect have left full on holes, cracks and bumps.
I
should point out that the reason I did not go with the Campgnolo Zonda offered
with the RS 5000 at no extra price was the fact I already own a pair which I
use on the Bianchi. Again, this is not the place to review the Zonda’s but for
the price of EUR 300 to EUR 350 for which they usually retail for, you could
not ask for a better wheelset.
Other
small bits and pieces that I like on the RS include:
-
A bridge between the chainstays, close to the bottom bracket: This is not a new trick but one
which carbon fibre has rendered unnecessary. You tend to see such bridges on
older steel bikes. In older bikes this added piece of metal also served as an
anchoring point for mudguards. As mentioned earlier, the RS is designed for
racing and is not designed to take mudguards. Those who don’t like having a wet
arse will be disappointed.
-
Internal cable routing: From a maintenance point of view, external cabling is much easier to
deal with. However, the ‘clean’ look of internal cabling is vastly cooler. I
could also say more aerodynamic but that 0.5 seconds per 50km you save it
probably will matter to whoever is reading this (disclaimer: these figures were
not obtained in a wind tunnel!). Also, the internal cabling on the RS is
designed to take both Shimano and Campagnolo electronic groupsets, should you
like to swing that way.
-
For Weight Weenies: If you like spending money on getting less (weight), a light pair of
wheels, and carbon stem / handlebars will easily take the weight of the whole
bike to closer to 6kg. However, and this applies to most bikes the majority of
us buy, the super-light wheels alone may cost close to or more than the bike
itself.
So
what are the bad parts of the RS and specifically the RS 5000? Some, but none
too important in my opinion. I list them below:
-
The Monolink saddle system: This is the option I went for; you can get the normal two-rail saddle
if you want. The Monolink is easy to adjust, easier than the traditional seat
post / saddle system. It is also, allegedly, more aero. This is a dubious claim
and not often repeated by wiser people. Too much happens to the air before it
reaches the seat post / saddle joint to make a measurable difference to the
aerodynamics. My gripe is that the Monolink system is more uncomfortable. I
think that the traditional way a seat attaches to a seat post (i.e. using two
rails) allows for more flex and hence a more comfortable ride. Also, as the
market is now, should I break the seat post and or saddle, replacements will
come at a significantly higher cost and difficulty to source. Not to mention
that if you are the happy owner of many bikes, you cannot simply swap-in your favourite
two-rail saddle.
-
It is not carbon fibre: I know that this will be a sticking point for
some. Get over it!
So how does it ride after almost 5,500km?
Amazingly, thanks for asking. I think
describing ‘the feel’ of any bike is highly objective. However, I have never
had a bad moment on the RS. I’m a tall
(1.89m / 72kg) rider and ‘relax’ when I feel that I’m riding aggressively. No
problem for the RS. Fast descends, steep climbs, flat roads, bad roads, good
roads, wet roads etc. all handled aptly. A good bike gives the rider a robust
base and solid feeling; which allows one to push their limits. The RS does this
more than capably. For example, if I am riding a steep uphill, out-of-the-saddle
and full power, I know that as much power as I can hope for is being used to
push the bike forward, and not twisting the rear end, resulting in the brake
pads rubbing on the wheels or even the
wheels touching the seat stays. Going downhill also feels solid; no wobbles and,
as indicated before, the steering is responsive and predictable. Going for flat
road speed? My experience is that on a Sunday morning, before you know it, you
will be overtaking a bunch of fellow cyclists who will be hanging on to your
rear wheel. Assuming that you are physically up for it, the RS will ensure that
none of them will be able to take a turn at the front. Of course that might be
seen as a bad thing; who does not like drafting? But I take infinite pleasure
in having unwanted rear-wheel guests - riding carbon fibre worth as much as
small cars or big motorbikes – who are barely holding on and huffing/puffing
for dear life. (Note to all local
riders: If you want to draft behind someone at least offer a friendly ‘ola’;
it’s a Sunday ride in the Oeste, not the TdF. Leave you silent ‘game-on’ faces
for another time! And please take a turn in the front!)
I’m sure that the RS would also perform
well as a grandfondo / sportive bike. The comfort is there and you can adjust it
to a less race-prone position fairly easily. However, I would say that there
are more directly applicable choices in the market (some from Rose Versand
even) for those wishing to enjoy less furious, long rides.
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