Publiquei aqui e aqui duas mensagens sobre dois livros, um sobre a aventura que pode ser viajar pelo mundo de bicicleta (li-o na versão Kindle, pelo que não juntei quaisquer fotos do mesmo) e outro, mais utilitário, que é um manual de reparação e manutenção.
Foram as primeiras mensagens que publiquei sobre livros relacionados com bicicletas, pelo que escrevi sobre aquilo que achei que teria mais interesse para vós, leitores.
Nessa medida, reparti os artigos em duas partes, uma relativa ao autor e outra relativa ao livro, mas ambas muito curtas (curtas demais?).
Tenho alinhavados mais seis livros sobre bicicletas que pretendo analisar aqui para vós. Mas gostaria que me dessem algum feed-back sobre aquilo que mais gostariam de ver publicado sobre um livro relacionado com bicicletas.
Agradecia que enviassem as vossas sugestões, para que eu possa adequar as futuras publicações às mesmas, para o e-mail bicycling2012@gmail.com até ao dia 30 de Novembro de 2014.
Após essa data, oferecerei um livro ao autor da mensagem que me tenha sido mais útil e que eu considere mais interessante (enviarei a minhas expensas, para qualquer parte do mundo, através da DHL ou outra transportadora). Também tinha a intenção de publicar essa mensagem seleccionada; naturalmente, apenas com a permissão do autor da mesma. Faço notar que isto não é um concurso nem tem qualquer pretensão de o ser, pelo que a única garantia que eu posso dar é que tentarei ser o mais justo possível na escolha da mensagem.
Trata-se meramente de uma oferta que eu pretendo fazer, de um livro que adquiri e que pretendo oferecer (é um livro novo).
Nessa medida, agradecia que quando me enviassem o e-mail com as vossas sugestões, me informassem desde logo se pretendem autorizar a publicação da mesma ou não (apenas será publicada a mensagem seleccionada e não o autor ou qualquer dado pessoal do mesmo).
O livro que eu enviarei para o autor da referida mensagem será o De Bicicleta - Antologia de Textos, Relógio D'Água, Lisboa, 2012, em Português (lamento não poder oferecer um livro na versão da língua nativa dos meus leitores da China, da Colômbia, do Uruguai, da Dinamarca, da Espanha, dos Estados Unidos da América, da França, do Reino Unido, da Rússia ou da Ucrânia, mas prometo que farei todos os possíveis para vos enviar o livro que consta da foto que junto a esta mensagem para a sua morada).
Desde já vos agradeço a atenção e a boa vontade.
domingo, 26 de outubro de 2014
domingo, 19 de outubro de 2014
Livro - "Bicicletas - Manual de Reparação e Manutenção"
SOBRE O AUTOR
Já publicou oito títulos relacionados com bicicletas, para além das crónicas e comentários.
Este livro de umas meras 160 páginas é feito em papel de óptima qualidade, repleto de imagens e com textos muito bem escritos e objectivos. É uma obra com qualidade, e acessível, em termos de texto e de conceitos utilizados, a todos os leitores.
Para além disso, para quem utilize a sua bicicleta no dia-a-dia e pretenda fazer a manutenção da sua própria bicicleta, ou, até, para quem apenas tenha a curiosidade de perceber como funciona uma bicicleta, os travões de disco (hidráulicos ou mecânicos), os desviadores de mudanças ou mesmo os cubos de mudanças (e muito mais), esta é uma obra que se revelará muito útil e instrutiva.
Eu não me acanho com a afinação ou a manutenção da minha bicicleta, no entanto, não sou propriamente um mecânico de bicicletas, pelo que este livro já me acompanhou quando fui de bicicleta para mais longe, em esquema de autonomia. É um peso que vale bem a pena transportar, na medida em que nos pode permitir reafinar a bicicleta (em particular as mudanças) por nós próprios.
Enfim, é um livro com conhecimentos sólidos, compacto e prático, de muito fácil leitura, com guias de como fazer, passo-a-passo, cada operação.
Chris Sidwells define-se como autor, jornalista, fotógrafo e comentarista, um escritor de livros, revistas e jornais sobre todos os aspectos do ciclismo e da forma física (fitness).
Já publicou oito títulos relacionados com bicicletas, para além das crónicas e comentários.
SOBRE O LIVRO
O livro "Bicicletas - Manual de Reparação e Manutenção" é o segundo título do autor, tendo sido publicado em 2004 e, de acordo com o autor foi traduzido em sete línguas. Felizmente, o Português é uma delas!
Este livro de umas meras 160 páginas é feito em papel de óptima qualidade, repleto de imagens e com textos muito bem escritos e objectivos. É uma obra com qualidade, e acessível, em termos de texto e de conceitos utilizados, a todos os leitores.
Um exemplo desta abordagem simplificadora e universalista, é a introdução aos vários tipos de bicicleta.
Para além disso, para quem utilize a sua bicicleta no dia-a-dia e pretenda fazer a manutenção da sua própria bicicleta, ou, até, para quem apenas tenha a curiosidade de perceber como funciona uma bicicleta, os travões de disco (hidráulicos ou mecânicos), os desviadores de mudanças ou mesmo os cubos de mudanças (e muito mais), esta é uma obra que se revelará muito útil e instrutiva.
Com um índice bem esquematizado, permite-nos uma consulta rápida e eficaz.
Eu não me acanho com a afinação ou a manutenção da minha bicicleta, no entanto, não sou propriamente um mecânico de bicicletas, pelo que este livro já me acompanhou quando fui de bicicleta para mais longe, em esquema de autonomia. É um peso que vale bem a pena transportar, na medida em que nos pode permitir reafinar a bicicleta (em particular as mudanças) por nós próprios.
Enfim, é um livro com conhecimentos sólidos, compacto e prático, de muito fácil leitura, com guias de como fazer, passo-a-passo, cada operação.
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domingo, 12 de outubro de 2014
Livro - "Travels With Willie: Adventure Cyclist"
SOBRE O AUTOR
William Weir é um motivador, um viajante inveterado, que ganhou notoriedade ao escrever crónicas para a Adventure Cycling Association.
O Autor tem o dom da comunicação (podem ouvir nesta página uns clips de som que Willie fez acerca da sua visita a Portugal) com uma perspectiva muito positiva da vida e, numa das inúmeras viagens que fez, chegou a passar por Portugal.
Em abono da verdade, Willie Weir fez mais do que simplesmente "passar" por Portugal, pois a sua rota não se limitou a atravessar o país de Este a Oeste ou de Norte a Sul: fez dois "s" e meio pelo país, entrando por Trás-os-Montes e saindo a Sul, entre Vila Real de Santo António e o Alqueva.
SOBRE O LIVRO
O livro, de cerca de 250 páginas, corresponde, em grande parte, às crónicas que o Autor foi escrevendo para a Adventure Cycling Association enquanto vivia as suas aventuras.
O texto de "Travels With Willie: Adventure Cyclist" é leve, espirituoso e inspirador. Na verdade, mesmo para quem não se desprende da vida quotidiana como ele o faz (levando uma vida frugal para conseguir ter dinheiro para fazer viagens de 3 e mais meses de cada vez), o livro é inspirador e transporta-nos para a experiência que Willie viveu e partilha no livro.
Num dos exemplos de desprendimento que ele tem dos bens materiais, conta-nos como o pedido de casamento que fez à sua Mulher foi acompanhado de uma moeda de 100 Liras italianas em vez do tradicional anel de noivado.
Outra história que nos conta passa-se em Cuba, quando ele e a mulher foram parar a uma base militar semi-abandonada - mas altamente guardada - e foram "detidos" e transportados pelos soldados cubanos para fora daquela área.
Há muito mais historias que Willie nos conta e, na minha opinião, vale francamente a pena a leitura.
Algum de vós o leu também? Têm outra perspectiva do mesmo livro?
Gostaria muito de saber qual a vossa opinião.
William Weir é um motivador, um viajante inveterado, que ganhou notoriedade ao escrever crónicas para a Adventure Cycling Association.
O Autor tem o dom da comunicação (podem ouvir nesta página uns clips de som que Willie fez acerca da sua visita a Portugal) com uma perspectiva muito positiva da vida e, numa das inúmeras viagens que fez, chegou a passar por Portugal.
Em abono da verdade, Willie Weir fez mais do que simplesmente "passar" por Portugal, pois a sua rota não se limitou a atravessar o país de Este a Oeste ou de Norte a Sul: fez dois "s" e meio pelo país, entrando por Trás-os-Montes e saindo a Sul, entre Vila Real de Santo António e o Alqueva.
SOBRE O LIVRO
O livro, de cerca de 250 páginas, corresponde, em grande parte, às crónicas que o Autor foi escrevendo para a Adventure Cycling Association enquanto vivia as suas aventuras.
O texto de "Travels With Willie: Adventure Cyclist" é leve, espirituoso e inspirador. Na verdade, mesmo para quem não se desprende da vida quotidiana como ele o faz (levando uma vida frugal para conseguir ter dinheiro para fazer viagens de 3 e mais meses de cada vez), o livro é inspirador e transporta-nos para a experiência que Willie viveu e partilha no livro.
Num dos exemplos de desprendimento que ele tem dos bens materiais, conta-nos como o pedido de casamento que fez à sua Mulher foi acompanhado de uma moeda de 100 Liras italianas em vez do tradicional anel de noivado.
Outra história que nos conta passa-se em Cuba, quando ele e a mulher foram parar a uma base militar semi-abandonada - mas altamente guardada - e foram "detidos" e transportados pelos soldados cubanos para fora daquela área.
Há muito mais historias que Willie nos conta e, na minha opinião, vale francamente a pena a leitura.
Algum de vós o leu também? Têm outra perspectiva do mesmo livro?
Gostaria muito de saber qual a vossa opinião.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Ir para o trabalho em esquema intermodal: comboio da CP - bicicleta
No dia 9 de Setembro de 2014 experimentei ir de comboio para Lisboa.
Estava com algum receio, porque a minha anterior experiência com a CP (Comboios de Portugal) foi um pouco estranha: não era possível comprar o bilhete na bilheteira, mas sujeitar-me à boa vontade do revisor (de me deixar ou não entrar com a bicicleta para a composição) que me vendeu o bilhete.
Como tinha um amigo meu que já vinha nesse mesmo comboio, com a bicicleta dele, fui à confiança.
Cheguei com alguns minutos de antecedência (o horário de partida era às 7:00), com a Vitória
Estava com algum receio, porque a minha anterior experiência com a CP (Comboios de Portugal) foi um pouco estranha: não era possível comprar o bilhete na bilheteira, mas sujeitar-me à boa vontade do revisor (de me deixar ou não entrar com a bicicleta para a composição) que me vendeu o bilhete.
Como tinha um amigo meu que já vinha nesse mesmo comboio, com a bicicleta dele, fui à confiança.
Cheguei com alguns minutos de antecedência (o horário de partida era às 7:00), com a Vitória
O relógio da estação, a marcar as 6:56
A Vitória, aguardando pacientemente o comboio
A questão do bilhete ser vendido na composição, pelo revisor, não mudou nada.
Julgo que não me cobrou mais do que a minha passagem, pela viagem de nós os dois: € 5,60 pela viagem de Torres Vedras a Sete Rios.
O bilhete da viagem
Fiquei muito bem impressionado pelo facto de a composição em causa ter um espaço próprio para o transporte das bicicletas! E mais ainda pelo facto de todos os 4 apoios das bicicletas estarem tomados por passageiros.
Imagem das quatro bicicletas (duas de BTT, uma dobrável e a Vitória)
Devo dizer que a viagem foi relativamente confortável (o frio da manhã fazia-se sentir numa carruagem que parecia não ter qualquer aquecimento), mas um pouco demorada demais para a minha rotina habitual: cerca de uma 1h20m de viagem. Pelo menos não foi necessário mudar de comboio. Saindo em Sete Rios, o caminho até ao escritório foi muito simples, pela Estrada da Luz.
Quando comparado com a viagem de autocarro, o comboio ganha na praticabilidade (foi-me muito fácil colocar a bicicleta no comboio e, dentro deste, no compartimento destinado a esse fim). Julgo que em dias de chuva ganhará ainda mais em praticabilidade, porque no comboio é muito mais fácil retirar o equipamento de chuva (poncho ou impermeável) e pendurar a bicicleta no local adequado do que no autocarro (em que é necessário colocar a bicicleta no porão de carga e o espaço e tempo existentes para retirar o equipamento e colocar a bicicleta são todos fora do autocarro, onde, por vezes, está a chover...).
Ganha igualmente na paisagem que nos oferece (e na possibilidade de dormir durante mais tempo).
Ganha ainda, mas por muito pouco, na comparação directa do custo da viagem: paguei € 5,10 em vez dos € 6,05 do bilhete na Barraqueiro Oeste.
Sucede que, quanto a este ponto específico, a CP não disponibiliza um passe mensal e a Barraqueiro Oeste tem um, para Lisboa, que se fica por € 134,85, o que dá um custo por viagem de € 3,06 (€ 134,85 / 22 dias úteis / ida e volta).
Se ganha relativamente à praticabilidade, perde quanto ao tempo de viagem, pois a viagem na Barraqueiro Oeste demora cerca de 45m (com 1h20m da viagem do comboio quase consigo ir a Lisboa e voltar de autocarro). Perde também quanto ao conforto da própria viagem, pois o autocarro está sempre climatizado (salvo alguma avaria esporádica) e o comboio não.
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quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Bicicleta de carga (também) como fonte de prazer em Família! - Pt II
No mesmo dia em que filmei o vídeo que partilhei na minha anterior mensagem (Bicicleta de carga (também) como fonte de prazer em Família! - Pt I), filmei a perspectiva contrária (noutra parte do percurso).
Aqui a perspectiva é da passageira da Xtracycle (como estava frio, o meu impermeável ficou a servir de casaco).
Aqui a perspectiva é da passageira da Xtracycle (como estava frio, o meu impermeável ficou a servir de casaco).
Acho que a moda do casaco largueirão vai pegar!
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quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Bicicleta de carga (também) como fonte de prazer em Família! Pt I
Este verão consegui algum tempo para estar com a minha Mulher e os meus Filhos (em maiúsculas, por os amar tanto). Foi fantástico!
Consegui também recolher algumas imagens de um dos nossos passeios de bicicleta.
Eu próprio me surpreendi com a alegria que a câmara capturou!
Eu não consegui deixar de sorrir quando vi o vídeo pela primeira vez.
E vocês?
Caso estejam curiosos, a bicicleta que a minha Mulher está a utilizar é a mesma que utiliza para ir buscar os Miúdos à escola com o atrelado Croozer Kid2.
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quarta-feira, 18 de junho de 2014
De bicicleta para o trabalho - para um lado de carro, para o outro de bicicleta; no dia seguinte, ao contrário
A minha ideia inicial foi a de experimentar a Surly Big Dummy do meu amigo Bruno que tem um kit Bionx, mas surgiu uma complicação (felizmente antes de ele ma emprestar) com o carregador.
Não posso, pois, contar com ela nos próximos tempos.
Então o que fiz foi: segunda de manhã trouxe a bicicleta de estrada (com pneus à prova de furo) e o equipamento no carro para o escritório e ontem à tarde fui de bicicleta para casa. Na terça de manhã fui de bicicleta para o escritório.
Outra foto do mesmo pneu
Imagem do próprio site da Schwalbe
Espero que estes também não me deixem ficar mal, pois eu não planeio andar com qualquer pneu ou câmara de ar suplente...
Este vídeo que aqui partilho é da própria marca, e passa por demonstrar que nem com um (nem 10) pionés, nem com vidros espalhados pelo chão eles se furam!
Haverá, certamente, quem já tenha furado pneus desta linha, mas eu nunca furei nenhum destes (já furei, infelizmente, muitos dos outros mais levezinhos), nem mesmo quando começam a ficar com o rasto mais gasto.
O reverso da medalha é que, como são pneus mais pesados, não rolam com a mesma facilidade dos outros mais leves (ou será da minha forma física estar muito em baixo?).
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Local:
Lisboa, Portugal
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Barraqueiro Oeste - Óptimo serviço para os Clientes e mau na estrada para os restantes utilizadores? - PTE 2
Reportei-vos, na minha anterior mensagem, uma situação desagradável que me ocorreu, tendo ficado de vos actualizar relativamente à queixa que apresentei junto da empresa em causa.
Poucas horas após a queixa no website da empresa, recebi a seguinte resposta:
Poucas horas após a queixa no website da empresa, recebi a seguinte resposta:
"Exmo Sr. Bruno ****
Informados que iremos averiguar a situação e proceder ás devidas providencias, para que situações semelhantes não se repitam.
Atentamente,
[Assinatura]"
Devo dizer que a rapidez da resposta foi boa. No entanto, o conteúdo da mesma foi um pouco vago.
Há, pelo menos, o reconhecimento por parte da empresa de que o comportamento como o que eu descrevi não se pode repetir, e a promessa de que irão proceder a averiguações para tomar medidas concretas sobre o assunto.
Enviei hoje novo e-mail a perguntar quais as medidas concretas tomadas.
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quarta-feira, 11 de junho de 2014
Barraqueiro Oeste - Óptimo serviço para os Clientes e mau na estrada para os restantes utilizadores?
Aqueles que me conhecem sabem que eu não sou uma pessoa nada belicosa. Não gosto de conflitos.
O que hoje partilho convosco não é propriamente belicoso, mas é um pouco tenso: no outro dia, num passeio ao fim da tarde, um autocarro da empresa que eu utilizo e de que já fiz aqui e aqui boa (justa) publicidade. O pior é que quando confrontei o condutor pela manobra perigosa ele teve uma atitude verdadeiramente desagradável.
Achei que valia a pena pugnar por uma melhor condução por parte dos condutores profissionais da Barraqueiro Oeste. Este foi o e-mail que eu enviei para a empresa em causa, através do respectivo website.
Logo que tenha uma resposta da empresa partilhá-la-ei aqui.
O que hoje partilho convosco não é propriamente belicoso, mas é um pouco tenso: no outro dia, num passeio ao fim da tarde, um autocarro da empresa que eu utilizo e de que já fiz aqui e aqui boa (justa) publicidade. O pior é que quando confrontei o condutor pela manobra perigosa ele teve uma atitude verdadeiramente desagradável.
Achei que valia a pena pugnar por uma melhor condução por parte dos condutores profissionais da Barraqueiro Oeste. Este foi o e-mail que eu enviei para a empresa em causa, através do respectivo website.
"Exmos.Srs.,
No dia 4 de Junho, cerca das 18:15, eu e a minha mulher seguíamos de bicicleta em Torres Vedras, na estrada nacional 8 (tendo entrado na Cidade pelo Catefica, e tendo já passado a rotunda que dá acesso à variante; no caminho da Directa Lisboa-Torres é a rotunda imediatamente anterior à paragem da Fundição), quando passou por nós a vossa viatura de matrícula 13-**-31.
O referido autocarro ultrapassou-nos num local em que havia traço contínuo, sem abrandar a sua marcha e sem respeitar minimamente a distância regulamentar de segurança de 1,5 metros. Na verdade, o autocarro terá passado, no máximo a meio metro de ambos os velocípedes, a uma velocidade francamente superior a 50km/h (a qual, como é sabido de todos, corresponde ao limite de velocidade nas povoações). Para além disso, não passou totalmente para a via de trânsito à esquerda daquela em que nós circulávamos.
Tal condução violou, de uma só vez, uma série de regras, mas, para além disso, causou intenso perigo para nós, que com a deslocação do ar, com o ruído da passagem do autocarro e com a razia que nos foi feita, por pouco não caíamos ao chão.
Além de não ter respeitado a distância de segurança à ultrapassagem dos dois velocípedes, nem ter abrandado a marcha, nem ter passado completamente para a via de trânsito adjacente, tal como explícito nos Art.º 18 e Art.º 38, quando na paragem da Fundição lhe dissemos que tinha feito uma ultrapassagem perigosíssima, a única resposta que obtivemos foi "E eu não vi?!".
Tendo-lhe referido que não cumprira a distância de segurança, que nos tinha assustado imenso com a sua condução e que, obviamente, atendendo à velocidade que trazia, nós não o tínhamos visto antes da referida ultrapassagem (apesar de ambos os velocípedes estarem equipados com espelhos retrovisores), novamente obtivemos uma resposta, no mínimo, mal educada: "Ah! Isso é outra coisa! Isso é outra coisa!". Como que não quisesse ser incomodado com a realidade impertinente.
Como seguramente saberão, as infracções praticadas são graves e são uma das principais causas de acidentes entre automóveis e velocípedes.
Tanto eu como a minha mulher somos utilizadores frequentes da vossa empresa há décadas, precisamente no percurso de Torres-Lisboa. Temos, em geral, uma opinião muito positiva do serviço prestado.
Por essa razão, foi com enorme desagrado que em vez de um pedido de desculpas pelo erro (pela infracção) cometido recebemos uma espécie de atirar de culpas para nós próprios, por estarmos a ocupar indevidamente a via.
Assim sendo, venho solicitar que a Barraqueiro Oeste, para além de exigir um maior civismo e educação da parte dos seus condutores - maxime, do condutor em causa -, os informe devidamente das alterações ao Código da Estrada que entraram em vigor a 1 de Janeiro de 2014, e os instrua de forma não se repetirem as infracções ocorridas, eventualmente com consequências trágicas para os envolvidos.
Agradeço que me informem atempadamente das medidas tomadas, afim de prevenir mais incidentes do género.
Atentamente,
Bruno ***"
Logo que tenha uma resposta da empresa partilhá-la-ei aqui.
Boas pedaladas.
PS: Se tiverem interesse, podem ver os meus vídeos no youtube aqui.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Utilização do automóvel / autocarro em conjunto com a bicicleta
Nos últimos tempos tem-me sido totalmente impossível actualizar o blog e, mesmo, utilizar a bicicleta no dia-a-dia.
A rotina do trabalho tornou-se de tal maneira absorvente, com horários tão imprevisíveis, que me vi forçado a andar com o carro da família para conseguir estar mais tempo no trabalho... e menos tempo no caminho...
No entanto, isto fez com que eu ganhasse uns bons 4 kg!
Vou tentar algo que já li em muitos blogs de internet, mas que não é muito utilizado entre nós (em Portugal): fazer o que é por vezes chamado de hybrid commute.
Consiste em fazer umas viagens de carro/autocarro e outras de bicicleta (é preciso ter presente que são 52 km para cada lado que não são assim muito planos...).
A semana seria, então, dividida da seguinte forma: na segunda-feira de manhã levo o carro, com a bicicleta em cima e com roupas de ciclismo e de trabalho, as primeiras para regressar a casa nesse dia de bicicleta e as segundas para vestir na terça-feira depois de chegar ao escritório de bicicleta de manhã; na terça-feira à tarde volto de carro para casa, utilizando também o carro na quarta-feira de manhã para ir para o trabalho. Aplica-se a mesma lógica até ao fim da semana.
Como me sinto em baixo de forma, sei que será difícil fazer as viagens, pelo que vou experimentar fazer a viagem com uma bicicleta com assistência eléctrica (que não é minha): uma Surly Big Dummy electrificada com um dos melhores kits de assistência eléctrica do mercado, o BionX!
Como alguns de vós já saberão, cá em casa já temos um kit desses na bicicleta da minha mulher, que usa para ir buscar os miúdos à escola, com o atrelado.
A rotina do trabalho tornou-se de tal maneira absorvente, com horários tão imprevisíveis, que me vi forçado a andar com o carro da família para conseguir estar mais tempo no trabalho... e menos tempo no caminho...
No entanto, isto fez com que eu ganhasse uns bons 4 kg!
Vou tentar algo que já li em muitos blogs de internet, mas que não é muito utilizado entre nós (em Portugal): fazer o que é por vezes chamado de hybrid commute.
Consiste em fazer umas viagens de carro/autocarro e outras de bicicleta (é preciso ter presente que são 52 km para cada lado que não são assim muito planos...).
A semana seria, então, dividida da seguinte forma: na segunda-feira de manhã levo o carro, com a bicicleta em cima e com roupas de ciclismo e de trabalho, as primeiras para regressar a casa nesse dia de bicicleta e as segundas para vestir na terça-feira depois de chegar ao escritório de bicicleta de manhã; na terça-feira à tarde volto de carro para casa, utilizando também o carro na quarta-feira de manhã para ir para o trabalho. Aplica-se a mesma lógica até ao fim da semana.
Como me sinto em baixo de forma, sei que será difícil fazer as viagens, pelo que vou experimentar fazer a viagem com uma bicicleta com assistência eléctrica (que não é minha): uma Surly Big Dummy electrificada com um dos melhores kits de assistência eléctrica do mercado, o BionX!
Como alguns de vós já saberão, cá em casa já temos um kit desses na bicicleta da minha mulher, que usa para ir buscar os miúdos à escola, com o atrelado.
A bicicleta da minha mulher, com assistência eléctrica e com o atrelado
Croozer Kid 2 que utilizamos para substituir o segundo carro (que não temos).
Uma criança no atrelado e outra no Weehoo iGo Pro.
Mas a bicicleta dela é demasiado pequena para mim e continua a ser necessária para ir buscar as crianças, por isso irei experimentar uma bicicleta mais ao meu tamanho.
Como podem ver aqui, eu já fiz a viagem de bicicleta uma vez. Demorei cerca de 1h50m, com uma média de 27.7km/h, mas foi com uma bicicleta de estrada, que é bem mais eficiente do que uma bicicleta de carga.
O vídeo está publicado no youtube, aqui.
Sei que a comparação não é exactamente científica, mas estou curioso para saber até que ponto é que a assistência eléctrica facilita.
Será que consigo fazer o percurso mais rápido com esta eléctrica?
Sentir-me-ei igualmente cansado?
Qual será a sensação geral da viagem? Veremos.
Conto fazer a viagem durante a próxima semana e conto publicar uma mensagem comparativa.
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segunda-feira, 5 de maio de 2014
Xtracycle fun
Quem não se lembra de andar de bicicleta com um irmão ou amigo atrás na sua bicicleta?
Desde que tenho a o kit Xtracycle que a minha bicicleta ficou mais divertida; para mim e para os outros!
Esta é a actual configuração da minha Xtracycle. O selim da Brooks (que está na dobrável)
voltará a fazer parte deste conjunto, pois o conforto da suspensão dianteira, aliado à grande distância entre eixos e ao selim com molas fazem com que sinta que estou a planar em vez de andar de bicicleta!
Os Wide loaders (as plataformas em baixo) acrescentam algum peso ao conjunto, mas permitem que os passageiros habituais subam para o banco com muito mais facilidade. É como se tivessem um degrau intermédio para subir.
O assento teve de ser bastante baixado, pelo que o guiador de apoio para o
pendura acabou por ficar um pouco baixo de mais.
No nosso caso, esta Xtracycle e um kit Bionx para a da minha mulher, com o atrelado da Croozer, substituiram a necessidade de um segundo carro.
Bicicleta de passeio com o kit BionX e com um atrelado
Croozer Kids 2 (para duas crianças).
Nesta festa de anos, decidimos ir de bicicleta os 4 em vez de irmos de carro. Assim que lá chegámos, as bicicletas não tiveram muito descanso...
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